Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 27 de março de 2009
Programa do PCdoB na TV aponta saídas para a crise
Assista aqui o programa nacional de televisão do PCdoB
PCdoB: um Partido do presente para antecipar o futuro
Tendo em vista a passagem dos 87 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), comemorada no último 25 de março, publicamos a seguir o discurso do Secretário Nacional de Organização do Partido, Walter Sorrentino, em Sessão Especial na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
O PCdoB comemora 87 anos de vida e luta. A história de um partido, como afirmava Gramsci, é a história das lutas políticas e sociais de uma nação, vista pelo ângulo dos interesses de classe que esse partido quer representar. Os comunistas em nosso país têm um largo legado nesse sentido: desde as jornadas operárias de 1922, das lutas pela reforma agrária, até as lutas democráticas e chegando ao presente – quando se batem por uma nação soberana, democrática e de progresso social – os comunistas mergulharam fundo no cenário social e político do país, levantando a bandeira do socialismo.
Atualmente, o PCdoB é um partido mais maduro e consciente dos desafios de sua luta. E isso se reforça com o reconhecimento que se dá em atos como o de hoje. É muito importante para nós o respeito no convívio democrático que alcançamos após 24 anos de legalidade. Respeito que é recíproco: somos respeitados porque respeitamos, inclusive os adversários, não obstante a legítima disputa política que travamos. Orgulhamo-nos disso. Orgulhamo-nos de praticar uma política larga, visando unir amplas forças do povo brasileiro para os desafios de completar a constituição de nossa nação, de modo soberano, democrático e com valorização do trabalho. Só assim, como se verifica nos grandes movimentos transformadores de nosso país que nos permitiram chegar até aqui, é possível aprofundar as mudanças de que o Brasil necessita.
O PCdoB comemora 87 anos em meio a uma situação desafiadora, no plano nacional e internacional. Preparamos, neste momento, o 12º Congresso, para extrair dela todas as conseqüências.
É certo que nenhum congresso partidário entra para a história por antecipação, mas este estará impregnado de grandes questões, que podem abrir ao país, ao PCdoB e à esquerda em geral um período mais fértil em lutas e perspectivas.
Crise da globalização neoliberal
As singularidades provêm do complexo período que vive o mundo em rápida transformação. A crise da globalização neoliberal representa a falência do discurso dos 35 anos tormentosos das reformas liberais dos anos 80, com a experiência avant la letre no Chile de Pinochet nos anos 70, em substituição aos assim chamados 30 anos de ouro do segundo pós-guerra. Ela ainda é imprevisível quanto à sua intensidade, ritmo e desdobramentos. Os apologistas do ciclo anterior pregam agora nova versão de que não há alternativas, a não ser o retorno do pêndulo do papel do Estado, com medidas fiscais contracíclicas e de saneamento dos créditos tóxicos com dinheiro público. Verifica-se que todas as medidas emergenciais têm sido essencialmente nacionais, ou seja, de intervenção dos Estados nacionais. Não há, por ora, nenhuma medida mais avançada de coordenação interestatal, o que deve acirrar a pressão competitiva em escala global e pode resvalar para o protecionismo que dificultará ainda mais a retomada da economia.
Com a crise se abre outra fase de luta política, pois que desvela o caráter do Estado, tornado refém dos interesses monopolistas das corporações industriais e financeiras, e revela a falácia do discurso neoliberal sobre Estado e mercado, evidenciando que o capital a tudo submete. Vai ficar mais claro que o capitalismo, em seu regime de acumulação, quer prescindir de fronteiras nacionais, Estados nacionais e soberania nacional, mas com isso engendra contradições mais poderosas. Elas se manifestarão por meio de descarregar a crise nos ombros dos trabalhadores e dos povos, sobretudo com o desemprego, que reclama respostas unitárias e vigorosas.
Manifestar-se-ão também entre as nações poderosas, de um lado, e entre estas e as nações emergentes em desenvolvimento. Enfim, estamos num mundo em transição, onde declina relativamente a liderança dos EUA e vai se constituindo uma nova conformação de forças geopolítica.
Ademais, o regime do capital bloqueia saídas de padrão civilizatório mais elevado de que está prenhe a humanidade. Por isso, a situação presente repõe no mundo o debate das alternativas. Porque, em verdade, é uma crise do capitalismo. Lembremo-nos da pesada ofensiva quando se desintegrou a URSS e o Leste europeu, com a cantilena da crise do socialismo. Por que esta crise atual não pode ser chamada pelo verdadeiro nome? Seu nome é crise do capitalismo; é a falta de perspectivas de esse sistema assegurar desenvolvimento, soberania, progresso social e liberdades.
A crise atinge por força o Brasil que restou inerme na defesa de seus interesses durante a onda neoliberal. Mas, ao mesmo tempo, parece indicar que as condições para enfrentá-la são melhores hoje do que em qualquer período anterior. O Brasil tem uma história de enfrentamento das crises do capitalismo, tirou proveito delas, seja no século 19, seja na grande crise dos anos 1930 e dos anos 1970. Portanto, temos um quadro de perigos e oportunidades. Oportunidades no sentido de um reposicionamento do papel relativo do país no contexto mundial, no sentido de sua maior projeção e liderança, na medida da clareza e capacidade de lutar de forma afirmativa por seus interesses.
Novas perspectivas
O atual ciclo político liderado por Lula reabriu perspectivas para o desenvolvimento econômico, democratizou a sociedade e melhorou a renda do trabalho e da população mais desassistida. Em que pese a insuficiência de enfrentamento com os grandes interesses financeiros e monopolistas que impõem ao Brasil o título de campeão mundial de juros, travando um desenvolvimento mais acelerado e mantendo enormes disparidades de renda, é um fato que o Brasil retomou certa mobilidade social ascendente para a vida de milhões de brasileiros.
Com isso, a nação retomou horizontes. Matura a consciência e a ação por um projeto nacional afirmativo e soberano, desenvolvimentista, de democratização social e política, integração regional e política externa anti-hegemonista. Tudo, naturalmente, num ambiente de forte disputa política e tensões que acentuam os desafios da esquerda brasileira.
Essa importante viragem na conformação de forças com respeito à década de 1990 e início dos anos 2000 se reflete no comportamento das forças políticas, intelectuais e sociais. Nesse quadro, objetivamente, atua a tendência a se cristalizar um quadro de forças que restrinja a vida política a poucos agrupamentos. É o que se intenta com a reforma política: restringir o pluripartidarismo democrático, alcançar uma “modernidade” nacional que não seja nem essencialmente democrática nem popular.
A democracia em nosso país é jovem. Conheceu apenas dois períodos mais permanentes, de 1945 a 1964 e, agora, de 1985 a 2009. Carece ainda de conformar as correntes e tendências, para o que o pluripartidarismo democrático é a opção que se impõe, sem barreiras, sem casuísmos.
De outra parte, é forçoso considerar, a partir da experiência histórica brasileira, que o caminho da afirmação nacional exige reunir amplas forças, sobretudo agora tendo em conta os efeitos da crise. Ao mesmo tempo, carece-se de constituir no seio dessa unidade forças com clareza e determinação para conduzir um projeto nacional com uma estratégia econômica determinada, que reposicione o país no rol das nações como pólo de maior liderança, constituir o centro de gravidade de um governo avançado, projeto esse capaz de equacionar o défice democrático e social do país. Ou seja, as forças populares e de esquerda também são exigidas objetivamente pela situação, para apontar para uma unidade decisiva entre o nacional e o popular, pois como dizia Gramsci, só é verdadeiramente nacional o que é popular.
Por uma esquerda forte
A confluência dessas questões marcará o debate do país até 2010 e mesmo depois, tendo por substrato a crise e as repercussões geopolíticas dela no mundo. Marcará, por isso mesmo, o 12º Congresso do PCdoB. Uma esquerda forte e bem apetrechada estrategicamente é cada vez mais necessária à modernidade do Brasil e isso se consubstancia num projeto político, um programa e um partido.
Um projeto para o país enfrentar a crise, abrir caminho a mudanças mais afirmativas da nação, enfrentar e vencer a disputa presidencial de 2010 em disputa com as forças que sustentaram o caminho oposto na década de 90, hoje sem discurso à altura das expectativas da nação. Constituir, para tanto, uma maioria política e social vasta, em cujo centro atuem forças de esquerda, para um governo consistente com os desafios nacionais, democráticos e da ampliação de direitos sociais dos brasileiros. Isso é o que defende o PCdoB: união de forças, para repactuar o caminho aberto em 2002 por Lula, agora com o desafio de reposicionar o país em seu desenvolvimento e no cenário internacional. Carece-se de avançar na defesa dos interesses nacionais, do Estado nacional, da soberania, da integração do subcontinente, com democracia social e política.
Um programa que incorpore esse desafio e aponte para soluções mais profundas, como alternativa civilizatória ao capitalismo, de sentido patriótico e popular, cuja conseqüência última é abrir caminho à transição ao socialismo. A questão nodal aí é um poder político com base nas forças populares, que una a nação em torno de uma plataforma avançada, continuidade em patamar mais conseqüente da luta pela afirmação nacional e democrática. Trata-se de tornar essa alternativa mais tangível, partindo não apenas dos primados teóricos, mas da realidade viva do país, pois o universalismo da teoria só pode ser enriquecido a partir do particular concreto, e esse é um desafio essencialmente nacional, espaço privilegiado para se pensar estratégias de transformação social que alcancem implicação global.
E, por fim, partidos de esquerda capazes de reunir inteligência, convicção, talento político e compromissos militantes em torno desse projeto e programa. O PCdoB permanece sendo um partido de militância, nosso principal tesouro. Atua para acumular forças, na luta política e institucional, na luta social, na luta de ideias. Somos um partido socialista, não importa quanto tempo durará essa luta e por quais caminhos. Cada tempo coloca seus próprios desafios: queremos estar livres dos condicionamentos modelados por outra época ou desafios estratégicos de outro molde. Somos um partido do presente para antecipar o futuro. Por isso fazemos o nosso esforço de renovação de concepções e práticas de partido, renovação de cultura política, voltada para os desafios do tempo. O 12º Congresso avançará nessa perspectiva, para formar, nas condições do presente, a nova geração de lideranças comunistas da luta do povo brasileiro.
Homenagens vivas
Quando pensamos no futuro não esquecemos o passado. Não nos esquecemos dos que deram o melhor de suas energias e até a própria vida para que chegássemos até aqui. A eles nossas homenagens vivas, que se expressam no compromisso de seguir adiante com a luta. Este é o partido de Otávio Brandão e Astrogildo Pereira, de Luis Carlos Prestes herói do povo brasileiro. De Maurício Grabois e João Amazonas, notáveis ideólogos que marcaram a história do PCdoB indelevelmente. É o partido que defende a perspectiva desse que é o brasileiro vivo mais ilustre da nacionalidade, Oscar Niemeyer, sempre jovem e sábio, generoso e comunista. Mas também de enorme contingente de militantes comunistas, muitos anônimos. A eles nossa homenagem aos 87 anos, simbolizada na lembrança de uma camarada que educou a todos nós, a querida Elza Monnerat.
O PCdoB, dizia, chega mais maduro, experiente e ainda mais compromissado com os trabalhadores, o povo e a nação, aos 87 anos. Está em expansão, pode ultrapassar a marca dos 100 mil militantes e 250 mil filiados. Sua juventude é pujante e tem papel dos mais ativos na luta política e social. Seus trabalhadores encabeçaram o esforço pela constituição de uma central sindical que permitisse lutar mais denodadamente pela unidade do movimento sindical para enfrentar a crise. Suas mulheres podem se orgulhar de que no partido foram tomadas medidas firmes para projetar seu papel na luta política e na própria vida partidária, tendo como prática regular a realização de Conferência Nacional das Mulheres comunistas. Mas, para além do orgulho que isso nos traz, considero que a construção de uma força política desse tipo, bem definida teórica e politicamente, de caráter militante, é mais que tudo uma tarefa de ordem democrática geral para a sociedade brasileira. Significa, em última instância, dar consciência política a milhares de cidadãs e cidadãos, trazendo-os para o grande caudal da luta nacional, democrática e social, organizando-os para a luta – não apenas eleitoral – com um programa de transição ao socialismo. A saída é o socialismo. O Brasil precisa disso. O Brasil necessita de uma forte e influente esquerda, e o PCdoB busca qualificar-se para isso.
Esses são os bons augúrios desta comemoração de 87 anos. Lutaremos para torná-los força viva. O Brasil vencerá, o socialismo vencerá.
Walter Sorrentino, secretário de Organização do PCdoB
O PCdoB comemora 87 anos de vida e luta. A história de um partido, como afirmava Gramsci, é a história das lutas políticas e sociais de uma nação, vista pelo ângulo dos interesses de classe que esse partido quer representar. Os comunistas em nosso país têm um largo legado nesse sentido: desde as jornadas operárias de 1922, das lutas pela reforma agrária, até as lutas democráticas e chegando ao presente – quando se batem por uma nação soberana, democrática e de progresso social – os comunistas mergulharam fundo no cenário social e político do país, levantando a bandeira do socialismo.
Atualmente, o PCdoB é um partido mais maduro e consciente dos desafios de sua luta. E isso se reforça com o reconhecimento que se dá em atos como o de hoje. É muito importante para nós o respeito no convívio democrático que alcançamos após 24 anos de legalidade. Respeito que é recíproco: somos respeitados porque respeitamos, inclusive os adversários, não obstante a legítima disputa política que travamos. Orgulhamo-nos disso. Orgulhamo-nos de praticar uma política larga, visando unir amplas forças do povo brasileiro para os desafios de completar a constituição de nossa nação, de modo soberano, democrático e com valorização do trabalho. Só assim, como se verifica nos grandes movimentos transformadores de nosso país que nos permitiram chegar até aqui, é possível aprofundar as mudanças de que o Brasil necessita.
O PCdoB comemora 87 anos em meio a uma situação desafiadora, no plano nacional e internacional. Preparamos, neste momento, o 12º Congresso, para extrair dela todas as conseqüências.
É certo que nenhum congresso partidário entra para a história por antecipação, mas este estará impregnado de grandes questões, que podem abrir ao país, ao PCdoB e à esquerda em geral um período mais fértil em lutas e perspectivas.
Crise da globalização neoliberal
As singularidades provêm do complexo período que vive o mundo em rápida transformação. A crise da globalização neoliberal representa a falência do discurso dos 35 anos tormentosos das reformas liberais dos anos 80, com a experiência avant la letre no Chile de Pinochet nos anos 70, em substituição aos assim chamados 30 anos de ouro do segundo pós-guerra. Ela ainda é imprevisível quanto à sua intensidade, ritmo e desdobramentos. Os apologistas do ciclo anterior pregam agora nova versão de que não há alternativas, a não ser o retorno do pêndulo do papel do Estado, com medidas fiscais contracíclicas e de saneamento dos créditos tóxicos com dinheiro público. Verifica-se que todas as medidas emergenciais têm sido essencialmente nacionais, ou seja, de intervenção dos Estados nacionais. Não há, por ora, nenhuma medida mais avançada de coordenação interestatal, o que deve acirrar a pressão competitiva em escala global e pode resvalar para o protecionismo que dificultará ainda mais a retomada da economia.
Com a crise se abre outra fase de luta política, pois que desvela o caráter do Estado, tornado refém dos interesses monopolistas das corporações industriais e financeiras, e revela a falácia do discurso neoliberal sobre Estado e mercado, evidenciando que o capital a tudo submete. Vai ficar mais claro que o capitalismo, em seu regime de acumulação, quer prescindir de fronteiras nacionais, Estados nacionais e soberania nacional, mas com isso engendra contradições mais poderosas. Elas se manifestarão por meio de descarregar a crise nos ombros dos trabalhadores e dos povos, sobretudo com o desemprego, que reclama respostas unitárias e vigorosas.
Manifestar-se-ão também entre as nações poderosas, de um lado, e entre estas e as nações emergentes em desenvolvimento. Enfim, estamos num mundo em transição, onde declina relativamente a liderança dos EUA e vai se constituindo uma nova conformação de forças geopolítica.
Ademais, o regime do capital bloqueia saídas de padrão civilizatório mais elevado de que está prenhe a humanidade. Por isso, a situação presente repõe no mundo o debate das alternativas. Porque, em verdade, é uma crise do capitalismo. Lembremo-nos da pesada ofensiva quando se desintegrou a URSS e o Leste europeu, com a cantilena da crise do socialismo. Por que esta crise atual não pode ser chamada pelo verdadeiro nome? Seu nome é crise do capitalismo; é a falta de perspectivas de esse sistema assegurar desenvolvimento, soberania, progresso social e liberdades.
A crise atinge por força o Brasil que restou inerme na defesa de seus interesses durante a onda neoliberal. Mas, ao mesmo tempo, parece indicar que as condições para enfrentá-la são melhores hoje do que em qualquer período anterior. O Brasil tem uma história de enfrentamento das crises do capitalismo, tirou proveito delas, seja no século 19, seja na grande crise dos anos 1930 e dos anos 1970. Portanto, temos um quadro de perigos e oportunidades. Oportunidades no sentido de um reposicionamento do papel relativo do país no contexto mundial, no sentido de sua maior projeção e liderança, na medida da clareza e capacidade de lutar de forma afirmativa por seus interesses.
Novas perspectivas
O atual ciclo político liderado por Lula reabriu perspectivas para o desenvolvimento econômico, democratizou a sociedade e melhorou a renda do trabalho e da população mais desassistida. Em que pese a insuficiência de enfrentamento com os grandes interesses financeiros e monopolistas que impõem ao Brasil o título de campeão mundial de juros, travando um desenvolvimento mais acelerado e mantendo enormes disparidades de renda, é um fato que o Brasil retomou certa mobilidade social ascendente para a vida de milhões de brasileiros.
Com isso, a nação retomou horizontes. Matura a consciência e a ação por um projeto nacional afirmativo e soberano, desenvolvimentista, de democratização social e política, integração regional e política externa anti-hegemonista. Tudo, naturalmente, num ambiente de forte disputa política e tensões que acentuam os desafios da esquerda brasileira.
Essa importante viragem na conformação de forças com respeito à década de 1990 e início dos anos 2000 se reflete no comportamento das forças políticas, intelectuais e sociais. Nesse quadro, objetivamente, atua a tendência a se cristalizar um quadro de forças que restrinja a vida política a poucos agrupamentos. É o que se intenta com a reforma política: restringir o pluripartidarismo democrático, alcançar uma “modernidade” nacional que não seja nem essencialmente democrática nem popular.
A democracia em nosso país é jovem. Conheceu apenas dois períodos mais permanentes, de 1945 a 1964 e, agora, de 1985 a 2009. Carece ainda de conformar as correntes e tendências, para o que o pluripartidarismo democrático é a opção que se impõe, sem barreiras, sem casuísmos.
De outra parte, é forçoso considerar, a partir da experiência histórica brasileira, que o caminho da afirmação nacional exige reunir amplas forças, sobretudo agora tendo em conta os efeitos da crise. Ao mesmo tempo, carece-se de constituir no seio dessa unidade forças com clareza e determinação para conduzir um projeto nacional com uma estratégia econômica determinada, que reposicione o país no rol das nações como pólo de maior liderança, constituir o centro de gravidade de um governo avançado, projeto esse capaz de equacionar o défice democrático e social do país. Ou seja, as forças populares e de esquerda também são exigidas objetivamente pela situação, para apontar para uma unidade decisiva entre o nacional e o popular, pois como dizia Gramsci, só é verdadeiramente nacional o que é popular.
Por uma esquerda forte
A confluência dessas questões marcará o debate do país até 2010 e mesmo depois, tendo por substrato a crise e as repercussões geopolíticas dela no mundo. Marcará, por isso mesmo, o 12º Congresso do PCdoB. Uma esquerda forte e bem apetrechada estrategicamente é cada vez mais necessária à modernidade do Brasil e isso se consubstancia num projeto político, um programa e um partido.
Um projeto para o país enfrentar a crise, abrir caminho a mudanças mais afirmativas da nação, enfrentar e vencer a disputa presidencial de 2010 em disputa com as forças que sustentaram o caminho oposto na década de 90, hoje sem discurso à altura das expectativas da nação. Constituir, para tanto, uma maioria política e social vasta, em cujo centro atuem forças de esquerda, para um governo consistente com os desafios nacionais, democráticos e da ampliação de direitos sociais dos brasileiros. Isso é o que defende o PCdoB: união de forças, para repactuar o caminho aberto em 2002 por Lula, agora com o desafio de reposicionar o país em seu desenvolvimento e no cenário internacional. Carece-se de avançar na defesa dos interesses nacionais, do Estado nacional, da soberania, da integração do subcontinente, com democracia social e política.
Um programa que incorpore esse desafio e aponte para soluções mais profundas, como alternativa civilizatória ao capitalismo, de sentido patriótico e popular, cuja conseqüência última é abrir caminho à transição ao socialismo. A questão nodal aí é um poder político com base nas forças populares, que una a nação em torno de uma plataforma avançada, continuidade em patamar mais conseqüente da luta pela afirmação nacional e democrática. Trata-se de tornar essa alternativa mais tangível, partindo não apenas dos primados teóricos, mas da realidade viva do país, pois o universalismo da teoria só pode ser enriquecido a partir do particular concreto, e esse é um desafio essencialmente nacional, espaço privilegiado para se pensar estratégias de transformação social que alcancem implicação global.
E, por fim, partidos de esquerda capazes de reunir inteligência, convicção, talento político e compromissos militantes em torno desse projeto e programa. O PCdoB permanece sendo um partido de militância, nosso principal tesouro. Atua para acumular forças, na luta política e institucional, na luta social, na luta de ideias. Somos um partido socialista, não importa quanto tempo durará essa luta e por quais caminhos. Cada tempo coloca seus próprios desafios: queremos estar livres dos condicionamentos modelados por outra época ou desafios estratégicos de outro molde. Somos um partido do presente para antecipar o futuro. Por isso fazemos o nosso esforço de renovação de concepções e práticas de partido, renovação de cultura política, voltada para os desafios do tempo. O 12º Congresso avançará nessa perspectiva, para formar, nas condições do presente, a nova geração de lideranças comunistas da luta do povo brasileiro.
Homenagens vivas
Quando pensamos no futuro não esquecemos o passado. Não nos esquecemos dos que deram o melhor de suas energias e até a própria vida para que chegássemos até aqui. A eles nossas homenagens vivas, que se expressam no compromisso de seguir adiante com a luta. Este é o partido de Otávio Brandão e Astrogildo Pereira, de Luis Carlos Prestes herói do povo brasileiro. De Maurício Grabois e João Amazonas, notáveis ideólogos que marcaram a história do PCdoB indelevelmente. É o partido que defende a perspectiva desse que é o brasileiro vivo mais ilustre da nacionalidade, Oscar Niemeyer, sempre jovem e sábio, generoso e comunista. Mas também de enorme contingente de militantes comunistas, muitos anônimos. A eles nossa homenagem aos 87 anos, simbolizada na lembrança de uma camarada que educou a todos nós, a querida Elza Monnerat.
O PCdoB, dizia, chega mais maduro, experiente e ainda mais compromissado com os trabalhadores, o povo e a nação, aos 87 anos. Está em expansão, pode ultrapassar a marca dos 100 mil militantes e 250 mil filiados. Sua juventude é pujante e tem papel dos mais ativos na luta política e social. Seus trabalhadores encabeçaram o esforço pela constituição de uma central sindical que permitisse lutar mais denodadamente pela unidade do movimento sindical para enfrentar a crise. Suas mulheres podem se orgulhar de que no partido foram tomadas medidas firmes para projetar seu papel na luta política e na própria vida partidária, tendo como prática regular a realização de Conferência Nacional das Mulheres comunistas. Mas, para além do orgulho que isso nos traz, considero que a construção de uma força política desse tipo, bem definida teórica e politicamente, de caráter militante, é mais que tudo uma tarefa de ordem democrática geral para a sociedade brasileira. Significa, em última instância, dar consciência política a milhares de cidadãs e cidadãos, trazendo-os para o grande caudal da luta nacional, democrática e social, organizando-os para a luta – não apenas eleitoral – com um programa de transição ao socialismo. A saída é o socialismo. O Brasil precisa disso. O Brasil necessita de uma forte e influente esquerda, e o PCdoB busca qualificar-se para isso.
Esses são os bons augúrios desta comemoração de 87 anos. Lutaremos para torná-los força viva. O Brasil vencerá, o socialismo vencerá.
Walter Sorrentino, secretário de Organização do PCdoB
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Barack Obama é eleito presidente dos EUA
Com 97% das urnas apuradas, o candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, já conta com 349 votos contra 163 do republicano John McCain no Colégio Eleitoral. No voto popular, Obama foi escolhido por 53% dos estadunidenses, enquanto que 46% optaram por McCain. O resto dos votos populares (cerca de 1%) é dividido entre mais de 30 candidatos que concorriam como independentes ou com partidos minúsculos.
Com esse resultado, Obama se torna o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, realidade impensável nos tempos de John Kennedy, por exemplo, quando o apartheid ainda predominava no país.
Com a promessa de mudanças, Obama tem dois caminhos óbvios: frustra o povo norte-americano (e por que não dizer, do mundo inteiro), ou entra para a galeria dos grandes presidentes dos Estados Unidos da América.
Mudanças mais radicais dificilmente virão, mas a expectativa que o trato de questões internas e externas mude é bastante grande. Fica, por exemplo, a curiosidade de como Obama se comportará diante de Cuba e Venezuela. Ou como irá se safar do embróglio chamado Iraque.
Mas uma coisa é certa: de George W. Bush, ninguém vai sentir saudades.
Com esse resultado, Obama se torna o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, realidade impensável nos tempos de John Kennedy, por exemplo, quando o apartheid ainda predominava no país.
Com a promessa de mudanças, Obama tem dois caminhos óbvios: frustra o povo norte-americano (e por que não dizer, do mundo inteiro), ou entra para a galeria dos grandes presidentes dos Estados Unidos da América.
Mudanças mais radicais dificilmente virão, mas a expectativa que o trato de questões internas e externas mude é bastante grande. Fica, por exemplo, a curiosidade de como Obama se comportará diante de Cuba e Venezuela. Ou como irá se safar do embróglio chamado Iraque.
Mas uma coisa é certa: de George W. Bush, ninguém vai sentir saudades.
domingo, 20 de julho de 2008
Pesquisa aponta empate técnico em uma das disputas mais acirradas para a Prefeitura de Salvador
A pesquisa publicada na edição deste domingo (20/07) no Jornal A Tarde, mostra um empate técnico entre os três primeiros colocados na disputa pelo Palácio Tomé de Souza. Com 26% das itenções de voto aparece ACM Neto (DEM), seguido pelo ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) com 24% e pelo atual João Henrique (PMDB), com 18%. Já o candidato Walter Pinheiro (PT) tem 8% das itenções de voto e Hilton Coelho, do PSol, tem apenas 1%.
O candidato petista, que tem como vice a também deputada federal Lídice da Mata, aposta que com o decorrer da campanha e o início da propaganda eleitoral a sua candidatura poderá crescer consideravelmente, disputando um das vagas no segundo turno, já que Pinheiro ainda não é bem conhecido por boa parte do eleitorado de Salvador.
No entanto, o mais decepcionado com o resultado certamente é João Henrique, já que além da pesquisa lhe colocar supostamente fora de um segundo turno, a mesma também constatou que apenas 13% da população considera o seu governo bom, o restante divide-se entre regular e ruim. Péssimos números para quem pretende se reeleger.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Populi e tem margem de erro de 4%.
O candidato petista, que tem como vice a também deputada federal Lídice da Mata, aposta que com o decorrer da campanha e o início da propaganda eleitoral a sua candidatura poderá crescer consideravelmente, disputando um das vagas no segundo turno, já que Pinheiro ainda não é bem conhecido por boa parte do eleitorado de Salvador.
No entanto, o mais decepcionado com o resultado certamente é João Henrique, já que além da pesquisa lhe colocar supostamente fora de um segundo turno, a mesma também constatou que apenas 13% da população considera o seu governo bom, o restante divide-se entre regular e ruim. Péssimos números para quem pretende se reeleger.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Populi e tem margem de erro de 4%.
O Blog do Caio está de volta
Depois de um tempo de "férias", o Blog do Caio voltará a publicar matérias, artigos e curiosidades em geral sobre tudo o que está rolando no Brasil e no mundo. E se as coisas continuarem nesse ritmo, principalmente no mundo político, não faltará comentários a esse espaço, afinal de contas, cá estamos nós, brasileiros, novamente às portas de uma eleição municipal.
Enfim, só esperamos que nos restem boas notícias...
Enfim, só esperamos que nos restem boas notícias...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Enquanto isso, em BH...
Foi definitavamente proibida a coligação entre PSDB e PT nas eleições municipais de 2008 na capital mineira. A decisão foi tomada pelo Diretório Nacional do PT nessa sexta-feira (30/05), e apenas reafirmou a decisão já esperada por quem acompanha a realidade política da cidade, no entanto, a mesma resolução ainda deixa brechas para uma "coligação informal" entre os Partidos, arquiadversários no cenário nacional.
Câmara de Camaçari pode ter 21 vereadores
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (quinta-feira, 29/05) a emenda constitucional que amplia a proporção de cadeiras nos legislativos municipais de acordo com a população da cidade em questão.
No caso de Camaçari, por exemplo, que hoje conta com 12 vereadores, passaria a dispor de 21 parlamentares na sua Câmara. No entanto, a casa sofgreria uma considerável queda em sua arrecadação, já que a mesma emenda reduziria mais que pela metade os recursos que o poder executivo deve remeter ao legislativo.
Para ser posta em prática, a emenda deve ser aprovada no Senado Federal em dois turnos. Muitos acreditam que ela deva ser aprovada pra valer já nas eleições desse ano.
No caso de Camaçari, por exemplo, que hoje conta com 12 vereadores, passaria a dispor de 21 parlamentares na sua Câmara. No entanto, a casa sofgreria uma considerável queda em sua arrecadação, já que a mesma emenda reduziria mais que pela metade os recursos que o poder executivo deve remeter ao legislativo.
Para ser posta em prática, a emenda deve ser aprovada no Senado Federal em dois turnos. Muitos acreditam que ela deva ser aprovada pra valer já nas eleições desse ano.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Saída de Marina Silva fortalece lado conservador do governo Lula
Os ambientalistas brasileiros e internacionais estão em polvorosa com a saída da senadora Marina Silva (PT/AC) do Ministério do Meio Ambiente, que ela ocupava desde o primeiro dia do governo do presidente Lula.
Os temores são justificados: Marina era defensora de uma política desenvolvimentista que casasse crescimento econômico com preservação do meio ambiente. O resultado dessa defesa foi a criação de inimigos poderosos, dentro e fora do governo. Segundo ela, a falta de apoio do governo foi um dos motivos que causou a saída.
O novo ministro, Carlos Minc, deputado estadual pelo PT no Rio de Janeiro mas que estava licenciado para exercer a função de Secretário de Meio Ambiente daquele estado, tem um histórico de bom ambientalista, mas resta saber se ele manterá a política ambiental do governo.
Segundo o presidente Lula sim, mas é difícil acreditar. Se ele estivesse satisfeito com a atual política, de onde sairiam os motivos que motivaram o pedido de demissão de Marina?
Agora, resta esperar as atitudes do novo ministro, mas tomara que a Amazônia dure até lá.
Os temores são justificados: Marina era defensora de uma política desenvolvimentista que casasse crescimento econômico com preservação do meio ambiente. O resultado dessa defesa foi a criação de inimigos poderosos, dentro e fora do governo. Segundo ela, a falta de apoio do governo foi um dos motivos que causou a saída.
O novo ministro, Carlos Minc, deputado estadual pelo PT no Rio de Janeiro mas que estava licenciado para exercer a função de Secretário de Meio Ambiente daquele estado, tem um histórico de bom ambientalista, mas resta saber se ele manterá a política ambiental do governo.
Segundo o presidente Lula sim, mas é difícil acreditar. Se ele estivesse satisfeito com a atual política, de onde sairiam os motivos que motivaram o pedido de demissão de Marina?
Agora, resta esperar as atitudes do novo ministro, mas tomara que a Amazônia dure até lá.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Parabéns à Dilma
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, deu um verdadeiro show de bola em seu depoimento ao Senado Federal, na última quarta-feira, e serviu para calar a boca da oposição tucana e demo, que vociferava seu ódio ao governo do presidente Lula.
Ódio representado pelas declarações do líder do DEM, senador José Agripino, que recordou os tempos da ditadura militar com o fracassado intuito de por a ministra na parede. Mas o tiro saiu pela culatra e a lembrança da época em que Dilma lutava contra a ditadura militar só beneficiou a mesma, que pode se orgulhar desse brilhante episódio de sua vida, ao contrário do "ilustre" senador, filhote dessa ditadura que Dilma ajudou a derrubar.
Ódio representado pelas declarações do líder do DEM, senador José Agripino, que recordou os tempos da ditadura militar com o fracassado intuito de por a ministra na parede. Mas o tiro saiu pela culatra e a lembrança da época em que Dilma lutava contra a ditadura militar só beneficiou a mesma, que pode se orgulhar desse brilhante episódio de sua vida, ao contrário do "ilustre" senador, filhote dessa ditadura que Dilma ajudou a derrubar.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Portal Vermelho no Ibest
A edição 2008 do prêmio Ibest chegou a sua reta final e encerrará as votações nessa quarta-feira, quando serão eleitos os melhores sítios escolhidos pelos internautas. O Portal Vermelho concorre na categoria cidadania-politica, e estava em segundo lugar quando foi divulgada a última contagem. O portal da esquerda bem informada tem grande chances de vencer a disputa.
Para saber como votar no Vermelho, acesse:
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36865
Para saber como votar no Vermelho, acesse:
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36865
quinta-feira, 3 de abril de 2008
UNE e UBES querem a sua sede de volta
No dia 1º de abril de 1964, há 44 anos, o Brasil entrava num período que seria marcado pelo terror daqueles que repudiavam qualquer tipo de transformação profunda que beneficiassem o povo pobre do país. Nesse dia, o golpe militar que depôs João Goulart sagrava-se vitorioso, ao tempo em que a elite do país regozijava-se por não ter mais que enfrentar as Reformas de Base que estavam sendo propostas pelo presidente.
Um fato marca essa tragédia: o incêndio da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, 132, uma das primeiras iniciativas da ditadura militar. A UNE sempre foi um instrumento importante da luta democrática, e por isso não interessava aos milicos o seu funcionamento.
Recentemente as entidades estudantis retomaram na justiça a posse do terreno na Praia do Flamengo e iniciaram uma batalha titânica na qual pretendem no local reconstruir suas sedes. A reconstrução da sede da UNE e da UBES é uma dívida do estado brasileiro para com o movimento estudantil e com a luta pelo aperfeiçoamento da democracia.
Movimento estudantil este que, mesmo perseguido pela sanguinária ditadura, cumpriu - e cumpre - um importante papel na luta pelo retorno da normalidade democrática em nosso país. Que seja reconstruída a sede da Praia do Flamengo e respeitada a memória do movimento estudantil, da qual fazem parte centenas de heróis que, em muitos casos, pagaram com suas próprias vidas o preço da liberdade!
Mais informações:
Deputados pela reconstrução da sede da UNE, matéria publicada no Vermelho Online
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=35314
Um fato marca essa tragédia: o incêndio da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, 132, uma das primeiras iniciativas da ditadura militar. A UNE sempre foi um instrumento importante da luta democrática, e por isso não interessava aos milicos o seu funcionamento.
Recentemente as entidades estudantis retomaram na justiça a posse do terreno na Praia do Flamengo e iniciaram uma batalha titânica na qual pretendem no local reconstruir suas sedes. A reconstrução da sede da UNE e da UBES é uma dívida do estado brasileiro para com o movimento estudantil e com a luta pelo aperfeiçoamento da democracia.
Movimento estudantil este que, mesmo perseguido pela sanguinária ditadura, cumpriu - e cumpre - um importante papel na luta pelo retorno da normalidade democrática em nosso país. Que seja reconstruída a sede da Praia do Flamengo e respeitada a memória do movimento estudantil, da qual fazem parte centenas de heróis que, em muitos casos, pagaram com suas próprias vidas o preço da liberdade!
Mais informações:
Deputados pela reconstrução da sede da UNE, matéria publicada no Vermelho Online
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=35314
segunda-feira, 31 de março de 2008
Mudanças no Governo de Camaçari
A saída há muito anunciada de diversos secretários da administração municipal em Camaçari inaugura a arrancada eleitoral que pretende, em 5 de outubro, fazer maioria na Câmara dos Vereadores e reeleger o atual prefeito, Luis Caetano.
Saíram de suas funções o Secretário de Governo, José Marcelino, que foi substituído por Jailce Andrade; Joelson Macedo, do Esporte e Lazer, pasta que passa a ser ocupada por Vital Vasconcelos; o ex-vereador Téo Ribeiro, que foi substituído por Antonio da Farmácia no comando da Secretaria de Segurança Alimentar e Benefícios Sociais; e Ivanildo Antonio, da Secretaria da Cultura, dirigida agora por Demétrius Moura. Também anunciou a saída o Secretário de Agricultura e Pesca, Jaime Guilherme, mas que ainda não teve seu sucessor anunciado. A cerimônia de transmissão de cargos ocorreu hoje pela manhã no auditório do Gabinete de Prefeito.
A mudança no primeiro escalão do governo municipal promete esquentar a disputa por uma concorrida vaga na Câmara, já que a maioria dos atuais mandatários tem condições de se reelegerem, ao mesmo tempo que outras candidaturas surgem com basta força. Tudo indica que o processo eleitoral de 2008 deve ser o mais acirrado de todos os tempos, afinal de contas, são apenas 13 cadeiras em disputa. É esperar pra ver.
Saíram de suas funções o Secretário de Governo, José Marcelino, que foi substituído por Jailce Andrade; Joelson Macedo, do Esporte e Lazer, pasta que passa a ser ocupada por Vital Vasconcelos; o ex-vereador Téo Ribeiro, que foi substituído por Antonio da Farmácia no comando da Secretaria de Segurança Alimentar e Benefícios Sociais; e Ivanildo Antonio, da Secretaria da Cultura, dirigida agora por Demétrius Moura. Também anunciou a saída o Secretário de Agricultura e Pesca, Jaime Guilherme, mas que ainda não teve seu sucessor anunciado. A cerimônia de transmissão de cargos ocorreu hoje pela manhã no auditório do Gabinete de Prefeito.
A mudança no primeiro escalão do governo municipal promete esquentar a disputa por uma concorrida vaga na Câmara, já que a maioria dos atuais mandatários tem condições de se reelegerem, ao mesmo tempo que outras candidaturas surgem com basta força. Tudo indica que o processo eleitoral de 2008 deve ser o mais acirrado de todos os tempos, afinal de contas, são apenas 13 cadeiras em disputa. É esperar pra ver.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Popularidade de Lula irrita a oposição
"É importante lembrar que o meu partido [PT] só tem 14 senadores e o Senado tem 81. Para aprovar qualquer coisa, eu preciso ter 41 senadores. E estão lá os nossos amigos do PSDB, que, no primeiro momento, eu diria, trabalharam de forma civilizada. Estão lá os nossos amigos do DEM, que tiveram tanta vergonha, que mudaram o nome do partido, de PFL para DEM. Estão lá, destilando ódio, destilando ódio. Ódio. Coisa que mesmo que, quando era dirigente sindical, não conseguia destilar ódio contra os meus adversários", afirmou Lula na cidade de Delmiro Gouveia (AL), quando lançava o programa Territórios da Cidadania no estado.
A afirmação de Lula de que a oposição destila ódio vem acompanhada por mais uma pesquisa de popularidade que registra o mais alto índice favoravel ao presidente desde a sua posse. A pesquisa mostrou que 7 em cada 10 brasileiros estão satisfeitos com o governo Lula, mesmo quando este enfrenta mais uma ofensiva de denúncias da grande mídia.
Confira os detalhes da pesquisa, divulgada no sítio do Ibope:
Pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra um aumento expressivo da popularidade do Presidente Lula. Seu governo é considerado ótimo ou bom por 58% da população brasileira (eram 51% em dezembro), enquanto 30% o avaliam como regular e 11% como ruim ou péssimo. A forma como o Presidente Lula administra o país é aprovada por 73% dos brasileiros, o que representa um crescimento de oito pontos percentuais em relação a dezembro, e desaprovada por 22%. A nota média dada para o governo Lula variou de 6,6 em dezembro de 2007 para 7,1 em março de 2008.
Outro indicador positivo para o governo é a confiança no Presidente, que passa de 60%, em dezembro, para 68% em março, enquanto cai de 35% para 28% o total daqueles que afirmam não confiar em Lula.
A pesquisa mostra também que a população brasileira está satisfeita e otimista em relação ao ano de 2008, já que 81% o consideram bom ou muito bom até o momento e 85% acreditam que o restante do ano continuará sendo assim.
Pode-se dizer que a avaliação positiva em relação ao governo está se refletindo em todas as áreas pequisadas, entre elas a expectativa da população para os próximos seis meses. Os resultados mostram que 35% pensam que a renda das pessoas em geral vai aumentar, enquanto 42% declaram que a própria renda irá aumentar. Em relação ao desemprego, hoje 42% acreditam que ele vai aumentar nos próximos seis meses, mas esse índice era de 46% em dezembro, e de 52% em setembro de 2007. Quanto à expectativa de inflação para os próximos 6 meses, 51% acreditam que irá aumentar, índice bastante próximo ao da última rodada (49%).
Avaliação
A maioria da população aprova a atuação do governo no combate ao desemprego (55%); em programas sociais, na saúde e na educação (60%); no combate à inflação (51%); no combate à fome e à pobreza (62%) e em relação ao meio ambiente (60%). Por outro lado, os brasileiros desaprovam o governo Lula no que diz respeito à taxa de juros (53%), à segurança pública (56%) e aos impostos (60%). É importante observar, entretanto, que mesmo nestas três últimas áreas, a tendência indica queda da desaprovação e aumento da aprovação à atuação do governo.
Sobre a pesquisa
Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de março.
Amostra: Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 141 municípios do Brasil.
Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Com informações:
http://www.ibope.com.br/
A afirmação de Lula de que a oposição destila ódio vem acompanhada por mais uma pesquisa de popularidade que registra o mais alto índice favoravel ao presidente desde a sua posse. A pesquisa mostrou que 7 em cada 10 brasileiros estão satisfeitos com o governo Lula, mesmo quando este enfrenta mais uma ofensiva de denúncias da grande mídia.
Confira os detalhes da pesquisa, divulgada no sítio do Ibope:
Pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra um aumento expressivo da popularidade do Presidente Lula. Seu governo é considerado ótimo ou bom por 58% da população brasileira (eram 51% em dezembro), enquanto 30% o avaliam como regular e 11% como ruim ou péssimo. A forma como o Presidente Lula administra o país é aprovada por 73% dos brasileiros, o que representa um crescimento de oito pontos percentuais em relação a dezembro, e desaprovada por 22%. A nota média dada para o governo Lula variou de 6,6 em dezembro de 2007 para 7,1 em março de 2008.
Outro indicador positivo para o governo é a confiança no Presidente, que passa de 60%, em dezembro, para 68% em março, enquanto cai de 35% para 28% o total daqueles que afirmam não confiar em Lula.
A pesquisa mostra também que a população brasileira está satisfeita e otimista em relação ao ano de 2008, já que 81% o consideram bom ou muito bom até o momento e 85% acreditam que o restante do ano continuará sendo assim.
Pode-se dizer que a avaliação positiva em relação ao governo está se refletindo em todas as áreas pequisadas, entre elas a expectativa da população para os próximos seis meses. Os resultados mostram que 35% pensam que a renda das pessoas em geral vai aumentar, enquanto 42% declaram que a própria renda irá aumentar. Em relação ao desemprego, hoje 42% acreditam que ele vai aumentar nos próximos seis meses, mas esse índice era de 46% em dezembro, e de 52% em setembro de 2007. Quanto à expectativa de inflação para os próximos 6 meses, 51% acreditam que irá aumentar, índice bastante próximo ao da última rodada (49%).
Avaliação
A maioria da população aprova a atuação do governo no combate ao desemprego (55%); em programas sociais, na saúde e na educação (60%); no combate à inflação (51%); no combate à fome e à pobreza (62%) e em relação ao meio ambiente (60%). Por outro lado, os brasileiros desaprovam o governo Lula no que diz respeito à taxa de juros (53%), à segurança pública (56%) e aos impostos (60%). É importante observar, entretanto, que mesmo nestas três últimas áreas, a tendência indica queda da desaprovação e aumento da aprovação à atuação do governo.
Sobre a pesquisa
Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de março.
Amostra: Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 141 municípios do Brasil.
Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Com informações:
http://www.ibope.com.br/
quarta-feira, 26 de março de 2008
Seminário IMG/UNEGRO será na Faculdade de Educação da UFBa
O Seminário promovido pelo Instituto Maurício Grabois (IMG) e pela União de Negros pela Igualdade (UNEGRO) entre os dias 25 e 27 de março, foi transferido para a Faculdade de Educação da UFBa, no Vale do Canela. O evento, que trata dos 120 anos da abolição da escravatura no Brasil, estava programado inicialmente para a Faculdade de Medicina, mas os organizadores decidiram mudar o local para receber de forma confortável o impressionante número de inscritos, que superou as expectativas.
sábado, 22 de março de 2008
Instituto Maurício Grabois realizará Seminário sobre os 120 anos da abolição da escravatura
Entre os dias 25 e 27 de março, na Faculdade de Medicina, em Salvador, o Instituto Maurício Grabois fará um Seminário com o tema: "1888-2008: 120 anos de abolição do trabalho escravo – uma reflexão sobre o negro no Brasil e na África.". O Seminário pretende reunir intelectuais, estudantes, professores, militantes do movimento negro e demais interessados para debater o papel do negro na formação do Brasil de hoje.
Confira logo abaixo a programação:
Dia 25 de março, às 18h30
Abertura: Olívia Santana (vereadora em Salvador) e Milton Barbosa (Secretário Estadual de Formação e Propaganda do PCdoB)
Mesa redonda: Quilombos contemporâneos – o conceito e a aplicação da lei 68 das disposições transitórias, com Ubiratan Castro de Araújo (Fundação Pedro Calmon) e Ricardo Moreno (UNEB)
Dia 26 de março, às 18h30
Mesa Redonda: Raça e Racismo – debatendo práticas e concetos, com Walnei Oliveira (UEFS) e Hilda Baqueiro Paraíso (UFBa)
Dia 27 de março, às 18h30
Conferencia: África e o mundo contemporâneo, com Muniz Ferreira (UFBa)
Confira logo abaixo a programação:
Dia 25 de março, às 18h30
Abertura: Olívia Santana (vereadora em Salvador) e Milton Barbosa (Secretário Estadual de Formação e Propaganda do PCdoB)
Mesa redonda: Quilombos contemporâneos – o conceito e a aplicação da lei 68 das disposições transitórias, com Ubiratan Castro de Araújo (Fundação Pedro Calmon) e Ricardo Moreno (UNEB)
Dia 26 de março, às 18h30
Mesa Redonda: Raça e Racismo – debatendo práticas e concetos, com Walnei Oliveira (UEFS) e Hilda Baqueiro Paraíso (UFBa)
Dia 27 de março, às 18h30
Conferencia: África e o mundo contemporâneo, com Muniz Ferreira (UFBa)
terça-feira, 18 de março de 2008
O socialismo e a questão da democracia
Por Caio Botelho*
Constantemente, os ideólogos do socialismo científico (ou marxismo-leninismo, como preferir) são alvejados com acusações de que este regime não seria nada mais que um arcabouço de idéias opostas a qualquer definição de liberdade, tendo os países que o adotaram se tornado ditaduras sanguinárias a serviço de déspotas travestidos de revolucionários.
Nas próximas linhas, propomo-nos a estudar com maior rigor e espírito científico a veracidade dessas acusações, desmistificando uma série de pré-conceitos criados por setores que não se interessam nem um pouco com o triunfo do socialismo em qualquer país que seja. E tem motivos de sobra para isso, afinal, o socialismo científico se opõe às diferenças entre classes, que é o motor do sistema defendido por esses setores.
Em qualquer julgamento num bom tribunal, a confiabilidade da fonte das acusações é sempre levada em consideração. Nesse caso, podemos tranquilamente atribuir à grande mídia o papel de testemunha de incriminação, que, todos os dias, faz repercutir em sua programação valores opostos àqueles pregados pelos revolucionários. Não por acaso, chegam ao ponto de afirmar, do modo mais claro que até um leigo entenderia, que o socialismo veio a falecer já há algum tempo – a queda do Muro de Berlin é colocado por muitos como ponto de referência. Também fazem de tudo para ridicularizas as experiências socialistas, retratando-as como um fracasso retumbante.
Pois bem, será que a grande mídia tem mesmo toda essa moral para arrotar cotidianamente uma suposta verdade? Definitivamente não! A mídia tem lado, ela não está neutra nesse jogo.
Basta dar uma olhada nos proprietários dos principais canais de comunicação. No Brasil, por exemplo, a Rede Globo é controlada pela família Marinho, a Bandeirantes pela família Saad, o SBT é um feudo da família Abravanel (de Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos) a Rede Record quebra a hegemonia das famílias mas é dirigida pelo proprietário da Igreja Universal Edir Macedo. No mundo dos jornais não é diferente: todos os grandes impressos (Folha, Estadão, O Globo etc.) são dirigidas ou por famílias ou por grandes grupos empresariais. Alguns desses grupos, como a Editora Abril, que publica a revista Veja, vendeu uma boa parte de seu patrimônio ao capital estrangeiro, nesse caso, especificamente, a um conglomerado que apoiou o regime do apartheid na África do Sul.
Como já são conhecidos os proprietários dos meios de comunicação que dialogam com milhões de brasileiros todos os dias, observamos entre eles uma característica em comum: todos, mas absolutamente todos, são ligados às idéias mais conservadoras o possível. E o pior, utilizam esses meios para propagarem suas carcomidas idéias. Em alguns casos esses instrumentos foram utilizados a serviço da própria ditadura militar, como as vans da Folha de São Paulo que chegaram a servir como transporte de presos políticos do regime e o crescimento vertiginoso das organizações Globo durante o tempo dos milicos.
Mas vejam bem: se a principal fonte de acusação à suposta ausência de democracia no socialismo são esses grandes meios de comunicação, estando estes a serviço de grupos opostos ao socialismo, então seriam estas fontes confiáveis? Será que muito do que retratam sobre o Socialismo e suas idéias não é meramente distorcido ou adulterado pela grande mídia?
A democracia nas primeiras experiências socialistas
Comecemos nosso estudo fazendo uma rápida análise sobre as primeiras experiências socialistas, em especial a que durante décadas dirigiu os rumos da União Soviética (URSS), destacando o papel que a democracia exerceu nesses estados e apontando os erros cometidos na condução dessas experiências.
Como todos sabem, a Rússia czarista era um país atrasadíssimo, com fortes resquícios de feudalismo em pleno início de século XX, e a situação de extrema pobreza vivida por mais de 90% da população foi o estopim para a deflagração de uma Revolução Socialista, liderada pelo Partido Bolchevique e que teve como principal figura Vladimir Lênin, que se tornou o primeiro presidente da Rússia Soviética.
As transformações ocorridas a partir de então fizeram da Rússia (agora URSS) uma das duas maiores potências mundiais, chegando ao ponto de fazer frente aos EUA, tanto economicamente quanto militarmente (durante alguns momentos, o PIB da URSS chegou a ser maior do que o PIB estadunidense). A pobreza no país foi praticamente erradicada e direitos básicos como educação, moradia, alimentação e saúde foram ampliados para toda a população. Faltavam bens de consumo de luxo na União Soviética, mas não existiam mendigos nas ruas desse país.
Mas no tocante à questão da democracia a experiência soviética deixou a desejar. Embora tenha criado mecanismos importantes de participação popular nos instrumentos de decisão do estado, tendo como principal exemplo os soviets, a URSS, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, criou um clima de comodismo que acabou por tornar esses meios democráticos de participação em meros homologadores das decisões do estado.
Josef Stálin, que dirigiu a URSS entre 1924 e 1953, embora tenha cumprido um importante papel na derrota do nazismo e no crescimento econômico de seu país, exagerou no exercício de sua função como principal líder soviético. Aos poucos, o povo foi afastado das decisões e toda crítica, mesmo que munida de espírito construtivo, era vista como uma ameaça à Revolução, devendo ser radicalmente coibida.
Os demais países do Leste Europeu, com raras exceções como a pequena Albânia, tomaram caminho parecido: criaram um estado burocrático e afastado das massas, dirigido por uma cúpula que nem sempre estava concatenada com os anseios populares.
Essas linhas podem parecer que jogam contra aqueles que defendem o socialismo, mas como o principal objetivo é fazer um estudo científico sobre o papel da democracia no socialismo, é importante que sejam apontados os equívocos que foram cometidos e que foram fundamentais para a derrota desse primeiro ciclo de experiências revolucionárias.
O que não é mostrado, no entanto, é que o socialismo levou à esses países muitas coisas boas, como a erradicação do analfabetismo, a melhoria das condições de vida do povo e a garantia da sobrevivência da população, algo que não é garantido no capitalismo. Essas importantes conquistas foram perdidas ao tempo em que o socialismo foi sendo derrotado. Hoje, a Rússia capitalista apresenta índices sociais muitos piores das do tempo da URSS.
O exemplo cubano
A pequena ilha caribenha que até pouco tempo era governada pelo mito Fidel Castro é uma das poucas experiências que resistiram ao vendaval reformista que sacudiu o mundo principalmente entre as décadas de 70, 80 e 90. Não foram poucas as dificuldades enfrentadas por Cuba, a maioria gerada por inimigos externos como os EUA, e ainda assim a ilha que apresentou Ernesto Che Guevara para o mundo resistiu bravamente, mantendo as conquistas da Revolução de 1959.
No entanto, é natural a imprensa associar o ex-presidente cubano Fidel Castro e o atual, Raul, a atrocidades terríveis, sempre acompanhando seus nomes a termos como “ditador”, ou coisa parecida. Mas será que Cuba é mesmo uma ditadura? Vamos ver:
A primeira queixa dos “defensores perpétuos da liberdade e da democracia” é a de que em Cuba não existem eleições. Mentira! De quatro em quatro anos, o povo cubano elege de forma livre os membros do Parlamento Nacional, em eleições limpas acompanhadas por observadores estrangeiros. O Parlamento, por sua vez, elege entre seus membros o presidente do Conselho de Estado e demais figuras do alto escalão do governo. É um método muito parecido ao que é adotado em países como França, Inglaterra, Itália, Espanha e outras nações consideradas exemplos de democracia. Mas só em Cuba esse sistema é antidemocrático.
Se o Parlamento cubano elegeu Fidel consecutivas vezes, isso é problema de Cuba! É um direito deles adotar as regras que julgam melhores para a realidade de seu país. O engraçado é que ninguém fala da Rainha da Grã-Bretanha, que se encontra a mais tempo no poder. Diga-se de passagem, Fidel também é eleito membro do Parlamento a cada eleição.
Mas em Cuba existem presos políticos? Não! Em Cuba, como em qualquer país do mundo, é crime financiar, participar ou fomentar qualquer ataque ao estado de direito. No Brasil, por exemplo, quem tentar dar golpe de estado passa pelo menos cinco anos na cadeia em regime fechado. Nos EUA, tentar derrubar o presidente é considerado traição à pátria, punida com a cadeira elétrica.
E o que não faltam na heróica ilha são pessoas e grupos que recebem financiamento direto dos EUA para boicotarem o governo legitimamente constituído pelo povo e respaldado a cada eleição (em Cuba, o voto não é obrigatório, ainda assim mais de 90% do eleitorado comparece às urnas, enquanto que nos EUA esse índice é menor que 50%). De acordo com a Constituição cubana, as pessoas têm direito de manifestar suas opiniões, o que não pode é passar por cima das leis. Justo!
Mas e quanto a proibição de cubanos viajarem para os EUA, tão criticada pela imprensa como exemplo da falta de liberdade? Bom, isso é verdade, como é verdade que os EUA também proíbem seus cidadãos de viajarem para Cuba, o problema é que esse e os outros dados aqui informados não são veiculados pela nossa nada imparcial mídia.
Enquanto isso, o país da Fidel continua com os melhores índices na educação e saúde da América Latina, sem contar com a potência olímpica que é esse minúsculo pedaço de terra no meio do Atlântico. Tudo isso com um bloqueio econômico de seu arquiinimigo Estados Unidos que já dura 46 anos.
A “liberdade” que o capitalismo defende
O debate sobre a democracia nos regimes socialistas ainda não extenuou, ao contrário esse é um assunto que dá muito pano pra manga. No entanto, é possível chegar a algumas conclusões importantes:
Primeiro, a mídia tem interesse em propagar inverdades acerca do socialismo. Ela tem lado na luta de classes, e como vimos pela identificação de seus proprietários, não é do lado dos mais pobres que ela se encontra. Erros imperdoáveis foram cometidos na condução de experiências socialistas em alguns países, no entanto, o socialismo científico é defensor da radicalização da democracia popular, onde, segundo os revolucionários, o povo deve ter acesso diretamente aos instrumentos de decisão do estado.
Em segundo lugar, questiono a espécie de liberdade que os capitalistas desejam. Será a liberdade de 35 milhões de brasileiros passarem fome enquanto as riquezas do país são concentradas nas mãos de meia dúzia de ricaços? A liberdade onde o mercado pode fazer o que bem entender, de acordo com os interesses dos mega especuladores? Ou a liberdade ditada por valores degradantes como o individualismo e o consumismo, onde os nossos jovens aprendem que aquele colega que senta ao seu lado na Escola será seu inimigo mortal na disputa por uma vaga na Universidade, e mais tarde no mercado de trabalho?
Qual moral tem os capitalistas para falar de “democracia”? Afinal, foram eles que financiaram as piores ditaduras do mundo, como a brasileira, a chilena, a argentina, entre muitas outras que mataram milhares de pessoas, essas sim dispostas a lutar pela verdadeira liberdade e pela verdadeira democracia. Incomodam-se quando o presidente da Venezuela Hugo Chávez não renova a licença da emissora golpista RCTV, mas acham natural utilizar concessões públicas para expor seus reacionários pensamentos.
Por último, faço questão de concluir afirmando que a democracia plena não se encontra nesse sistema, que alimenta a desigualdade e todas as formas de preconceito. Nesse jogo sujo jogado pelos capitalistas ansiosos para se manterem no poder, vencerão aqueles que acreditam que é possível mudar o mundo.
*Caio Botelho tem 20 anos, é estudante de Direito, dirigente da União da Juventude Socialista (UJS) na Bahia e membro da Escola de Formação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Constantemente, os ideólogos do socialismo científico (ou marxismo-leninismo, como preferir) são alvejados com acusações de que este regime não seria nada mais que um arcabouço de idéias opostas a qualquer definição de liberdade, tendo os países que o adotaram se tornado ditaduras sanguinárias a serviço de déspotas travestidos de revolucionários.
Nas próximas linhas, propomo-nos a estudar com maior rigor e espírito científico a veracidade dessas acusações, desmistificando uma série de pré-conceitos criados por setores que não se interessam nem um pouco com o triunfo do socialismo em qualquer país que seja. E tem motivos de sobra para isso, afinal, o socialismo científico se opõe às diferenças entre classes, que é o motor do sistema defendido por esses setores.
Em qualquer julgamento num bom tribunal, a confiabilidade da fonte das acusações é sempre levada em consideração. Nesse caso, podemos tranquilamente atribuir à grande mídia o papel de testemunha de incriminação, que, todos os dias, faz repercutir em sua programação valores opostos àqueles pregados pelos revolucionários. Não por acaso, chegam ao ponto de afirmar, do modo mais claro que até um leigo entenderia, que o socialismo veio a falecer já há algum tempo – a queda do Muro de Berlin é colocado por muitos como ponto de referência. Também fazem de tudo para ridicularizas as experiências socialistas, retratando-as como um fracasso retumbante.
Pois bem, será que a grande mídia tem mesmo toda essa moral para arrotar cotidianamente uma suposta verdade? Definitivamente não! A mídia tem lado, ela não está neutra nesse jogo.
Basta dar uma olhada nos proprietários dos principais canais de comunicação. No Brasil, por exemplo, a Rede Globo é controlada pela família Marinho, a Bandeirantes pela família Saad, o SBT é um feudo da família Abravanel (de Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos) a Rede Record quebra a hegemonia das famílias mas é dirigida pelo proprietário da Igreja Universal Edir Macedo. No mundo dos jornais não é diferente: todos os grandes impressos (Folha, Estadão, O Globo etc.) são dirigidas ou por famílias ou por grandes grupos empresariais. Alguns desses grupos, como a Editora Abril, que publica a revista Veja, vendeu uma boa parte de seu patrimônio ao capital estrangeiro, nesse caso, especificamente, a um conglomerado que apoiou o regime do apartheid na África do Sul.
Como já são conhecidos os proprietários dos meios de comunicação que dialogam com milhões de brasileiros todos os dias, observamos entre eles uma característica em comum: todos, mas absolutamente todos, são ligados às idéias mais conservadoras o possível. E o pior, utilizam esses meios para propagarem suas carcomidas idéias. Em alguns casos esses instrumentos foram utilizados a serviço da própria ditadura militar, como as vans da Folha de São Paulo que chegaram a servir como transporte de presos políticos do regime e o crescimento vertiginoso das organizações Globo durante o tempo dos milicos.
Mas vejam bem: se a principal fonte de acusação à suposta ausência de democracia no socialismo são esses grandes meios de comunicação, estando estes a serviço de grupos opostos ao socialismo, então seriam estas fontes confiáveis? Será que muito do que retratam sobre o Socialismo e suas idéias não é meramente distorcido ou adulterado pela grande mídia?
A democracia nas primeiras experiências socialistas
Comecemos nosso estudo fazendo uma rápida análise sobre as primeiras experiências socialistas, em especial a que durante décadas dirigiu os rumos da União Soviética (URSS), destacando o papel que a democracia exerceu nesses estados e apontando os erros cometidos na condução dessas experiências.
Como todos sabem, a Rússia czarista era um país atrasadíssimo, com fortes resquícios de feudalismo em pleno início de século XX, e a situação de extrema pobreza vivida por mais de 90% da população foi o estopim para a deflagração de uma Revolução Socialista, liderada pelo Partido Bolchevique e que teve como principal figura Vladimir Lênin, que se tornou o primeiro presidente da Rússia Soviética.
As transformações ocorridas a partir de então fizeram da Rússia (agora URSS) uma das duas maiores potências mundiais, chegando ao ponto de fazer frente aos EUA, tanto economicamente quanto militarmente (durante alguns momentos, o PIB da URSS chegou a ser maior do que o PIB estadunidense). A pobreza no país foi praticamente erradicada e direitos básicos como educação, moradia, alimentação e saúde foram ampliados para toda a população. Faltavam bens de consumo de luxo na União Soviética, mas não existiam mendigos nas ruas desse país.
Mas no tocante à questão da democracia a experiência soviética deixou a desejar. Embora tenha criado mecanismos importantes de participação popular nos instrumentos de decisão do estado, tendo como principal exemplo os soviets, a URSS, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, criou um clima de comodismo que acabou por tornar esses meios democráticos de participação em meros homologadores das decisões do estado.
Josef Stálin, que dirigiu a URSS entre 1924 e 1953, embora tenha cumprido um importante papel na derrota do nazismo e no crescimento econômico de seu país, exagerou no exercício de sua função como principal líder soviético. Aos poucos, o povo foi afastado das decisões e toda crítica, mesmo que munida de espírito construtivo, era vista como uma ameaça à Revolução, devendo ser radicalmente coibida.
Os demais países do Leste Europeu, com raras exceções como a pequena Albânia, tomaram caminho parecido: criaram um estado burocrático e afastado das massas, dirigido por uma cúpula que nem sempre estava concatenada com os anseios populares.
Essas linhas podem parecer que jogam contra aqueles que defendem o socialismo, mas como o principal objetivo é fazer um estudo científico sobre o papel da democracia no socialismo, é importante que sejam apontados os equívocos que foram cometidos e que foram fundamentais para a derrota desse primeiro ciclo de experiências revolucionárias.
O que não é mostrado, no entanto, é que o socialismo levou à esses países muitas coisas boas, como a erradicação do analfabetismo, a melhoria das condições de vida do povo e a garantia da sobrevivência da população, algo que não é garantido no capitalismo. Essas importantes conquistas foram perdidas ao tempo em que o socialismo foi sendo derrotado. Hoje, a Rússia capitalista apresenta índices sociais muitos piores das do tempo da URSS.
O exemplo cubano
A pequena ilha caribenha que até pouco tempo era governada pelo mito Fidel Castro é uma das poucas experiências que resistiram ao vendaval reformista que sacudiu o mundo principalmente entre as décadas de 70, 80 e 90. Não foram poucas as dificuldades enfrentadas por Cuba, a maioria gerada por inimigos externos como os EUA, e ainda assim a ilha que apresentou Ernesto Che Guevara para o mundo resistiu bravamente, mantendo as conquistas da Revolução de 1959.
No entanto, é natural a imprensa associar o ex-presidente cubano Fidel Castro e o atual, Raul, a atrocidades terríveis, sempre acompanhando seus nomes a termos como “ditador”, ou coisa parecida. Mas será que Cuba é mesmo uma ditadura? Vamos ver:
A primeira queixa dos “defensores perpétuos da liberdade e da democracia” é a de que em Cuba não existem eleições. Mentira! De quatro em quatro anos, o povo cubano elege de forma livre os membros do Parlamento Nacional, em eleições limpas acompanhadas por observadores estrangeiros. O Parlamento, por sua vez, elege entre seus membros o presidente do Conselho de Estado e demais figuras do alto escalão do governo. É um método muito parecido ao que é adotado em países como França, Inglaterra, Itália, Espanha e outras nações consideradas exemplos de democracia. Mas só em Cuba esse sistema é antidemocrático.
Se o Parlamento cubano elegeu Fidel consecutivas vezes, isso é problema de Cuba! É um direito deles adotar as regras que julgam melhores para a realidade de seu país. O engraçado é que ninguém fala da Rainha da Grã-Bretanha, que se encontra a mais tempo no poder. Diga-se de passagem, Fidel também é eleito membro do Parlamento a cada eleição.
Mas em Cuba existem presos políticos? Não! Em Cuba, como em qualquer país do mundo, é crime financiar, participar ou fomentar qualquer ataque ao estado de direito. No Brasil, por exemplo, quem tentar dar golpe de estado passa pelo menos cinco anos na cadeia em regime fechado. Nos EUA, tentar derrubar o presidente é considerado traição à pátria, punida com a cadeira elétrica.
E o que não faltam na heróica ilha são pessoas e grupos que recebem financiamento direto dos EUA para boicotarem o governo legitimamente constituído pelo povo e respaldado a cada eleição (em Cuba, o voto não é obrigatório, ainda assim mais de 90% do eleitorado comparece às urnas, enquanto que nos EUA esse índice é menor que 50%). De acordo com a Constituição cubana, as pessoas têm direito de manifestar suas opiniões, o que não pode é passar por cima das leis. Justo!
Mas e quanto a proibição de cubanos viajarem para os EUA, tão criticada pela imprensa como exemplo da falta de liberdade? Bom, isso é verdade, como é verdade que os EUA também proíbem seus cidadãos de viajarem para Cuba, o problema é que esse e os outros dados aqui informados não são veiculados pela nossa nada imparcial mídia.
Enquanto isso, o país da Fidel continua com os melhores índices na educação e saúde da América Latina, sem contar com a potência olímpica que é esse minúsculo pedaço de terra no meio do Atlântico. Tudo isso com um bloqueio econômico de seu arquiinimigo Estados Unidos que já dura 46 anos.
A “liberdade” que o capitalismo defende
O debate sobre a democracia nos regimes socialistas ainda não extenuou, ao contrário esse é um assunto que dá muito pano pra manga. No entanto, é possível chegar a algumas conclusões importantes:
Primeiro, a mídia tem interesse em propagar inverdades acerca do socialismo. Ela tem lado na luta de classes, e como vimos pela identificação de seus proprietários, não é do lado dos mais pobres que ela se encontra. Erros imperdoáveis foram cometidos na condução de experiências socialistas em alguns países, no entanto, o socialismo científico é defensor da radicalização da democracia popular, onde, segundo os revolucionários, o povo deve ter acesso diretamente aos instrumentos de decisão do estado.
Em segundo lugar, questiono a espécie de liberdade que os capitalistas desejam. Será a liberdade de 35 milhões de brasileiros passarem fome enquanto as riquezas do país são concentradas nas mãos de meia dúzia de ricaços? A liberdade onde o mercado pode fazer o que bem entender, de acordo com os interesses dos mega especuladores? Ou a liberdade ditada por valores degradantes como o individualismo e o consumismo, onde os nossos jovens aprendem que aquele colega que senta ao seu lado na Escola será seu inimigo mortal na disputa por uma vaga na Universidade, e mais tarde no mercado de trabalho?
Qual moral tem os capitalistas para falar de “democracia”? Afinal, foram eles que financiaram as piores ditaduras do mundo, como a brasileira, a chilena, a argentina, entre muitas outras que mataram milhares de pessoas, essas sim dispostas a lutar pela verdadeira liberdade e pela verdadeira democracia. Incomodam-se quando o presidente da Venezuela Hugo Chávez não renova a licença da emissora golpista RCTV, mas acham natural utilizar concessões públicas para expor seus reacionários pensamentos.
Por último, faço questão de concluir afirmando que a democracia plena não se encontra nesse sistema, que alimenta a desigualdade e todas as formas de preconceito. Nesse jogo sujo jogado pelos capitalistas ansiosos para se manterem no poder, vencerão aqueles que acreditam que é possível mudar o mundo.
*Caio Botelho tem 20 anos, é estudante de Direito, dirigente da União da Juventude Socialista (UJS) na Bahia e membro da Escola de Formação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
quinta-feira, 13 de março de 2008
Protesto de estudantes contra o aumento da tarifa do transporte chama a atenção da população de Camaçari
Uma grande manifestação tomou conta das ruas de Camaçari nessa quinta-feira, 13 de maio, quando centenas de estudantes de diversos Colégios protestaram contra o aumento de aproximadamente 10% no valor da tarifa de ônibus interurbano autorizado pela AGERBA. A medida prejudica a população que depende do sistema público de transporte para trabalhar e estudar.
Ocupação da Rodoviária
O ponto alto da manifestação foi a ocupação da Rodoviária de Camaçari, quando os estudantes impediram a absurda cobrança da taxa de embarque, no valor de R$ 0,40. Durante aproximadamente uma hora e meia, o portão de acesso ao terminal de ônibus interurbano foi aberto pelos manifestantes, que tiveram que enfrentar a truculência de funcionários da SINART, empresa que administra a Rodoviária. A ação foi aplaudida pela população.
Ditadura nas Escolas
No entanto, parece que a direção do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães e do CETEB, ambas escolas estaduais, não entenderam que o povo baiano derrotou a arrogância dos adeptos a um modelo antidemocrático de gestão nas últimas eleições, e utilizou de todos os mecanismos possíveis para impedir a saída dos estudantes que queriam participar da manifestação, chegando inclusive a trancar os portões dessas Escolas, em um claro desrespeito ao direito de livre manifestação assegurado na Constituição Federal.
No caso do Colégio Modelo, foi preciso acionar a Polícia Militar para impedir que a diretora continuasse a manter os estudantes em cárcere privado. Ainda assim, dezenas desafiaram o autoritarismo digno dos tempos do carlismo e participaram do ato.
Próximos passos
Outras mobilizações estão sendo preparadas, e provavelmente na próxima semana a cidade de Camaçari vai assistir a mais uma grande passeata, que promete ser ainda maior, reforçando o movimento que exige a redução da tarifa no transporte público, além de cobrar o direito ao meio passe metropolitano para estudantes, fim da taxa de embarque na Rodoviária e melhoria na qualidade no transporte público.
O ato foi encerrado por volta das 13h00, quando os estudantes fizeram um círculo no saguão da Rodoviária e cantaram o Hino Nacional.
________________________
Essa postagem foi escrita por volta das 14h00, cerca de uma hora depois do encerramento do ato. Assim que houver novidades quanto ao andamento da campanha, esse blog fará repercutir.
Ocupação da Rodoviária
O ponto alto da manifestação foi a ocupação da Rodoviária de Camaçari, quando os estudantes impediram a absurda cobrança da taxa de embarque, no valor de R$ 0,40. Durante aproximadamente uma hora e meia, o portão de acesso ao terminal de ônibus interurbano foi aberto pelos manifestantes, que tiveram que enfrentar a truculência de funcionários da SINART, empresa que administra a Rodoviária. A ação foi aplaudida pela população.
Ditadura nas Escolas
No entanto, parece que a direção do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães e do CETEB, ambas escolas estaduais, não entenderam que o povo baiano derrotou a arrogância dos adeptos a um modelo antidemocrático de gestão nas últimas eleições, e utilizou de todos os mecanismos possíveis para impedir a saída dos estudantes que queriam participar da manifestação, chegando inclusive a trancar os portões dessas Escolas, em um claro desrespeito ao direito de livre manifestação assegurado na Constituição Federal.
No caso do Colégio Modelo, foi preciso acionar a Polícia Militar para impedir que a diretora continuasse a manter os estudantes em cárcere privado. Ainda assim, dezenas desafiaram o autoritarismo digno dos tempos do carlismo e participaram do ato.
Próximos passos
Outras mobilizações estão sendo preparadas, e provavelmente na próxima semana a cidade de Camaçari vai assistir a mais uma grande passeata, que promete ser ainda maior, reforçando o movimento que exige a redução da tarifa no transporte público, além de cobrar o direito ao meio passe metropolitano para estudantes, fim da taxa de embarque na Rodoviária e melhoria na qualidade no transporte público.
O ato foi encerrado por volta das 13h00, quando os estudantes fizeram um círculo no saguão da Rodoviária e cantaram o Hino Nacional.
________________________
Essa postagem foi escrita por volta das 14h00, cerca de uma hora depois do encerramento do ato. Assim que houver novidades quanto ao andamento da campanha, esse blog fará repercutir.
Seções
Cotidiano,
Juventude,
Movimentos,
Política
quinta-feira, 6 de março de 2008
Dia Internacional da Mulher
Não poderia deixar de registrar nesse Blog a passagem do 8 de março - Dia Internacional da Mulher, data em que são lembradas as lutas travadas pelas corajosas mulheres do Brasil e do mundo em defesa da igualdade de gênero e contra todas as formas de injustiça e opressão.
A data lembra o episódio ocorrido em 8 de março de 1857, quando cerca de 130 tecelãs de uma fábrica de Nova Iorque resolveram entrar em greve por melhores condições de trabalho e reajuste no pífio salário que recebiam. Num ato totalmente desumano, elas foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. As bravas mulheres morreram carbonizadas.
Mas a luta emancipacionista continua até hoje, impulsionada por entidades como a União Brasileira de Mulheres. A UBM é a organização revolucionária das feministas brasileiras, que entende que a melhor forma de acabar com o machismo é enterrar o sistema que alimenta esse vício: o capitalismo. Por isso, a UBM também levanta a bandeira do socialismo.
Portanto, nesse 8 de março, viva a luta por um mundo de iguais, sem machismo e contra todas as formas de opressão!
A data lembra o episódio ocorrido em 8 de março de 1857, quando cerca de 130 tecelãs de uma fábrica de Nova Iorque resolveram entrar em greve por melhores condições de trabalho e reajuste no pífio salário que recebiam. Num ato totalmente desumano, elas foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. As bravas mulheres morreram carbonizadas.
Mas a luta emancipacionista continua até hoje, impulsionada por entidades como a União Brasileira de Mulheres. A UBM é a organização revolucionária das feministas brasileiras, que entende que a melhor forma de acabar com o machismo é enterrar o sistema que alimenta esse vício: o capitalismo. Por isso, a UBM também levanta a bandeira do socialismo.
Portanto, nesse 8 de março, viva a luta por um mundo de iguais, sem machismo e contra todas as formas de opressão!
sábado, 1 de março de 2008
Lula e a polêmica do Judiciário
Mais uma polêmica toma conta da pauta dos noticiários do país: a declaração do presidente Lula de que o Poder Judiciário deve cuidar de seus assuntos, assim como devem fazer o Legislativo e o Executivo, para, segundo Lula, "garantir a independência e o equilíbrio entre os poderes". A afirmação foi uma resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, que insinuou que o programa Territórios da Cidadania teria caráter eleitoreiro.
Pra não perder tempo e os holofotes da mídia, a oposição rapidamente tratou de assenhorar-se da situação. Em nota oficial da bancada do PSDB no Senado, os tucanos classificaram o comportamento do petista como "típico de demagogo sul-americano" (para ver a nota completa, acesse http://www.psdb.org.br/noticias.asp?id=35126). A nota, assinada pelo líder da bancada, Senador Arthur Virgílio (aquele que teve 1% dos votos para governador do Amazonas nas eleições de 2006) também se solidariza com o ministro Marco Aurélio, tratando-o como um dos "mais ilustres integrantes do Poder Judiciário".
Mas saindo das bravatas dos discursos emocionados e/ou enfurecidos e entrando nos marcos constitucionais, não é preciso entender muito de Direito para saber que a Constituição Brasileira é bem clara no que diz respeito à separação dos poderes. Definitivamente, é incoerente que um ministro da mais alta corte do país explicite uma opinião pessoal sobre qualquer programa do Poder Executivo. Seria muito importante que o ministro Marco Aurélio se lembrasse da Lei Orgânica da Magistratura, que veda a opinião fora dos autos. O seu papel, portanto é julgar, tendo como base as leis de nosso país e não suas vontades pessoais.
Pra não perder tempo e os holofotes da mídia, a oposição rapidamente tratou de assenhorar-se da situação. Em nota oficial da bancada do PSDB no Senado, os tucanos classificaram o comportamento do petista como "típico de demagogo sul-americano" (para ver a nota completa, acesse http://www.psdb.org.br/noticias.asp?id=35126). A nota, assinada pelo líder da bancada, Senador Arthur Virgílio (aquele que teve 1% dos votos para governador do Amazonas nas eleições de 2006) também se solidariza com o ministro Marco Aurélio, tratando-o como um dos "mais ilustres integrantes do Poder Judiciário".
Mas saindo das bravatas dos discursos emocionados e/ou enfurecidos e entrando nos marcos constitucionais, não é preciso entender muito de Direito para saber que a Constituição Brasileira é bem clara no que diz respeito à separação dos poderes. Definitivamente, é incoerente que um ministro da mais alta corte do país explicite uma opinião pessoal sobre qualquer programa do Poder Executivo. Seria muito importante que o ministro Marco Aurélio se lembrasse da Lei Orgânica da Magistratura, que veda a opinião fora dos autos. O seu papel, portanto é julgar, tendo como base as leis de nosso país e não suas vontades pessoais.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Direita entra na justiça contra programa social do governo Lula
A oposição tucana e "democrata" ao governo Lula já são PhD em desrespeito ao povo pobre desse país. Dessa vez, ingressaram na justiça contra o programa Territórios da Cidadania, lançado no final desse mês pelo presidente Lula.
Através do programa, o governo federal pretende atacar diretamente as áreas mais pobres do país. Foram selecionados mais de 1000 municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para receberem investimentos na ordem de 11 bilhões de reais apenas em 2008, visando a melhoria na qualidade de vida da população dessas áreas.
Mas o PSDB e os DEMOS, com a sua tradicional histeria, recorreram à justiça para impedir que o Programa fosse implementado, com a acusação de que o mesmo seria "eleitoreiro". Ou seja, na opinião da oposição, o governo somente deve trabalhar nos anos ímpares, quando não tem eleição.
Lamentavelmente, essa direita raivosa se acostumou com os métodos usados por eles mesmos durante o seu reinado no poder central do país, e por isso não são capazes de pensar que existe gente com vontade de melhorar a qualidade de vida do nosso povo. Além disso, tentam a todo custo - e com o apoio da grande mídia - criar novos escândalos, com vistas à desgastar o governo do presidente Lula.
Mas as boas notícias tratam de deslegitimar o discurso da oposição: o Brasil, depois de séculos devendo a "Deus e ao mundo", passou da condição de devedor para credor externo, ou seja, nossa dívida externa passou a ser menor do que as reservas nacionais. O próprio presidente Lula, em ato de lançamento do programa já citado no município de Quixadá (CE) afirmou que "em 2003, tínhamos apenas 15 bilhões de reservas, mesmo assim esse dinheiro era emprestado pelo FMI, hoje temos quase 190 bilhões (...) e se quiséssemos pagar todas as nossas dívidas de uma só vez - pública e privada - ainda sobraria 7 bilhões pra gente investir no que a gente quisesse". Lula também lembrou que o trato com o povo mudou: "antigamente, o raciocínio que prevalecia no governo era de que é melhor atender o rico com charuto na boca do que o pobre pedindo R$ 500,00 para plantar um pé de mandioca", afirmou o presidente.
Mas o medo da oposição não é infundado: a cada dia que passa aumenta a popularidade de Lula e de seu governo, afastando cada vez mais a possibilidade de retorno dos déspotas dessa direita conservadora de voltar a dirigir os destinos do país.
Através do programa, o governo federal pretende atacar diretamente as áreas mais pobres do país. Foram selecionados mais de 1000 municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para receberem investimentos na ordem de 11 bilhões de reais apenas em 2008, visando a melhoria na qualidade de vida da população dessas áreas.
Mas o PSDB e os DEMOS, com a sua tradicional histeria, recorreram à justiça para impedir que o Programa fosse implementado, com a acusação de que o mesmo seria "eleitoreiro". Ou seja, na opinião da oposição, o governo somente deve trabalhar nos anos ímpares, quando não tem eleição.
Lamentavelmente, essa direita raivosa se acostumou com os métodos usados por eles mesmos durante o seu reinado no poder central do país, e por isso não são capazes de pensar que existe gente com vontade de melhorar a qualidade de vida do nosso povo. Além disso, tentam a todo custo - e com o apoio da grande mídia - criar novos escândalos, com vistas à desgastar o governo do presidente Lula.
Mas as boas notícias tratam de deslegitimar o discurso da oposição: o Brasil, depois de séculos devendo a "Deus e ao mundo", passou da condição de devedor para credor externo, ou seja, nossa dívida externa passou a ser menor do que as reservas nacionais. O próprio presidente Lula, em ato de lançamento do programa já citado no município de Quixadá (CE) afirmou que "em 2003, tínhamos apenas 15 bilhões de reservas, mesmo assim esse dinheiro era emprestado pelo FMI, hoje temos quase 190 bilhões (...) e se quiséssemos pagar todas as nossas dívidas de uma só vez - pública e privada - ainda sobraria 7 bilhões pra gente investir no que a gente quisesse". Lula também lembrou que o trato com o povo mudou: "antigamente, o raciocínio que prevalecia no governo era de que é melhor atender o rico com charuto na boca do que o pobre pedindo R$ 500,00 para plantar um pé de mandioca", afirmou o presidente.
Mas o medo da oposição não é infundado: a cada dia que passa aumenta a popularidade de Lula e de seu governo, afastando cada vez mais a possibilidade de retorno dos déspotas dessa direita conservadora de voltar a dirigir os destinos do país.
Assinar:
Postagens (Atom)
