Com 97% das urnas apuradas, o candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, já conta com 349 votos contra 163 do republicano John McCain no Colégio Eleitoral. No voto popular, Obama foi escolhido por 53% dos estadunidenses, enquanto que 46% optaram por McCain. O resto dos votos populares (cerca de 1%) é dividido entre mais de 30 candidatos que concorriam como independentes ou com partidos minúsculos.
Com esse resultado, Obama se torna o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, realidade impensável nos tempos de John Kennedy, por exemplo, quando o apartheid ainda predominava no país.
Com a promessa de mudanças, Obama tem dois caminhos óbvios: frustra o povo norte-americano (e por que não dizer, do mundo inteiro), ou entra para a galeria dos grandes presidentes dos Estados Unidos da América.
Mudanças mais radicais dificilmente virão, mas a expectativa que o trato de questões internas e externas mude é bastante grande. Fica, por exemplo, a curiosidade de como Obama se comportará diante de Cuba e Venezuela. Ou como irá se safar do embróglio chamado Iraque.
Mas uma coisa é certa: de George W. Bush, ninguém vai sentir saudades.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Vitória de Lugo reforça a esquerda na América Latina
No último domingo (20/04) os paraguaios foram às urnas eleger o presidente da República e acabar com 61 anos de hegemonia política do Partido Colorado, do atual presidente Nicanor Duarte Frutos. A candidata do seu Partido, Blanca Ovelar teve 30% dos votos e ficou em segundo lugar.
O eleito, Fernando Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, faz parte de uma aliança de centro-esquerda e é batante próximo do presidente venezuelano Hugo Chávez. Não se espera mudanças radicais, mas a vitória de Lugo representa mais uma derrota da direita neoliberal e contribui com o enfraquecimento da influência política dos EUA, que tem uma base militar no Paraguai.
O presidente eleito tomará posse no próximo dia 15 de agosto e contará com a minoria no Congresso, onde o Partido Colorado ainda tem bastante força.
O eleito, Fernando Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, faz parte de uma aliança de centro-esquerda e é batante próximo do presidente venezuelano Hugo Chávez. Não se espera mudanças radicais, mas a vitória de Lugo representa mais uma derrota da direita neoliberal e contribui com o enfraquecimento da influência política dos EUA, que tem uma base militar no Paraguai.
O presidente eleito tomará posse no próximo dia 15 de agosto e contará com a minoria no Congresso, onde o Partido Colorado ainda tem bastante força.
quinta-feira, 27 de março de 2008
O acordo secreto entre Bush e Bin Laden
Pode até paracer loucura o que vou escrever nas próximas linhas, algo do tipo "teoria da conspiração", mas, observando bem os fatos, podemos chegar a conclusão de que não se trata de algo tão absurdo.
A questão é que, depois de pensar um pouco sobre o conflito em curso no Iraque e no Afeganistão, causada pela ânsia do presidente Bush de travar uma "guerra contra o terror", cheguei a conclusão de que o mandatário estadunidense pode não ter uma relação tão ruim assim com o seu "arquinimigo" Osama Bin Laden. Vamos aos fatos:
Primeiro, lembramos que não é segredo que a família de Bush manteve durante muito tempo lucrativos negócios com a família de Osama. Essa relação é bem explorada no premiado documentário Fahrenheit 11 de setembro, do cineasta Michael Moore.
Depois, podemos analisar como os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 beneficiaram George Bush. Com quase nove meses de governo, sua popularidade estava em queda e ele ainda não tinha mostrado o porque tinha sido eleito. Muitos cargos do governo dos EUA ainda eram ocupados por membros do governo Clinton, pois sequer a competência de nomear toda a sua equipe o ex primeiro-filho havia tido.
Nesse cenário, acontecem os atentados que dizimam a vida de mais de 3 mil pessoas de diversas nacionalidades. O atentado no World Trade Center não foi apenas contra os EUA, mas contra o mundo inteiro. No entanto, foi o palco ideal para o desastrado presidente posar de herói nacional. Visitou os destroços do WTC, fez discursos emocionados e, como num passe de mágica, sua popularidade já passava dos 80% de aprovação.
Com o povo norte-americano ao seu lado e contando com a imediata solidariedade dos países do mundo inteiro, quase sem exceções (Cuba, por exemplo, foi uma das primeiras nações a manifestar repúdio ao atentado), Bush se sentiu livre para lançar as primeiras bombas no Afeganistão, até então governado pelos Talibans.
Mas vejam bem: a justificativa para a invasão do Afeganistão era a de encontrar o terrorista Bin Laden. No entanto, os EUA possuem equipamentos modernos o suficiente para vistoriar até o útero das montanhas do mundo inteiro. É simplesmente impossível que os EUA, com a tecnologia de que dispõe (pra ficar apenas no que conhecemos), ainda não tenha encontrado o terrorista saudita. Dá até pra imaginar que é de propósito. Será?
Mas qual interesse teria Bush de deixar Bin Laden solto? Simples, com Bin Laden preso e a Al Qaeda desmantelada, cairia por terra a justificativa da "guerra contra o terror" que Bush utiliza para implementar sua política belicista. Caso não houvesse atentado de 11/09, certamente não haveria guerra no Iraque (que já vitimou fatalmente mais de 600 mil).
Por tudo isso, é bom negócio para George Walker Bush a manutenção dessa guerra permanente, que dá aos EUA o poder de agir como a polícia do mundo, atropelando a soberania de diversos países da forma truculenta que o império do norte costuma agir.
A questão é que, depois de pensar um pouco sobre o conflito em curso no Iraque e no Afeganistão, causada pela ânsia do presidente Bush de travar uma "guerra contra o terror", cheguei a conclusão de que o mandatário estadunidense pode não ter uma relação tão ruim assim com o seu "arquinimigo" Osama Bin Laden. Vamos aos fatos:
Primeiro, lembramos que não é segredo que a família de Bush manteve durante muito tempo lucrativos negócios com a família de Osama. Essa relação é bem explorada no premiado documentário Fahrenheit 11 de setembro, do cineasta Michael Moore.
Depois, podemos analisar como os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 beneficiaram George Bush. Com quase nove meses de governo, sua popularidade estava em queda e ele ainda não tinha mostrado o porque tinha sido eleito. Muitos cargos do governo dos EUA ainda eram ocupados por membros do governo Clinton, pois sequer a competência de nomear toda a sua equipe o ex primeiro-filho havia tido.
Nesse cenário, acontecem os atentados que dizimam a vida de mais de 3 mil pessoas de diversas nacionalidades. O atentado no World Trade Center não foi apenas contra os EUA, mas contra o mundo inteiro. No entanto, foi o palco ideal para o desastrado presidente posar de herói nacional. Visitou os destroços do WTC, fez discursos emocionados e, como num passe de mágica, sua popularidade já passava dos 80% de aprovação.
Com o povo norte-americano ao seu lado e contando com a imediata solidariedade dos países do mundo inteiro, quase sem exceções (Cuba, por exemplo, foi uma das primeiras nações a manifestar repúdio ao atentado), Bush se sentiu livre para lançar as primeiras bombas no Afeganistão, até então governado pelos Talibans.
Mas vejam bem: a justificativa para a invasão do Afeganistão era a de encontrar o terrorista Bin Laden. No entanto, os EUA possuem equipamentos modernos o suficiente para vistoriar até o útero das montanhas do mundo inteiro. É simplesmente impossível que os EUA, com a tecnologia de que dispõe (pra ficar apenas no que conhecemos), ainda não tenha encontrado o terrorista saudita. Dá até pra imaginar que é de propósito. Será?
Mas qual interesse teria Bush de deixar Bin Laden solto? Simples, com Bin Laden preso e a Al Qaeda desmantelada, cairia por terra a justificativa da "guerra contra o terror" que Bush utiliza para implementar sua política belicista. Caso não houvesse atentado de 11/09, certamente não haveria guerra no Iraque (que já vitimou fatalmente mais de 600 mil).
Por tudo isso, é bom negócio para George Walker Bush a manutenção dessa guerra permanente, que dá aos EUA o poder de agir como a polícia do mundo, atropelando a soberania de diversos países da forma truculenta que o império do norte costuma agir.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Pode haver uma guerra na América do Sul?
A crise diplomática estabelecida entre Colômbia e Equador, e que também envolve a Venezuela do presidente Chávez, chegou ao ponto de promover a retirada "temporária" dos embaixadores desses dois últimos países de Bogotá e até mesmo a movimentação de tropas equatorianas e venezuelanas na fronteira com a Colômbia. A crise foi ocasionada por uma ação militar da Colômbia, que invadiu o espaço aéreo equatoriano para matar Raul Reyes, segundo homem no comando das FARC.
Em resposta, o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou o imediato retorno de seu embaixador e declarou que o exército de seu país estava em alerta. Hugo Chavez, da Venezuela, fez o mesmo e deslocou 10 batalhões de tanques de guerra para a fronteira com a Colômbia. É a primeira vez em muito tempo que uma crise diplomática na América do Sul envolve o descolocamento de tropas.
E, obviamente, quando um país descola suas tropas é porque, em algum momento, cogita utilizá-las, e essa lógica fez reacender o temor de uma nova guerra na América do Sul. O último grande conflito armado no continente foi a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, que vitimou mais de 400 mil pessoas.
Mas a guerra ainda é uma hipótese distante. Os fatos que ocorreram, embora que graves, ainda não justificam a utilização das forças armadas de qualquer nação, e a intermediação de outros países, como Brasil, Argentina e Chile, também podem ajudar a resolver o conflito da melhor maneira possível.
O problema é que essa não é a primeira e, possivelmente, não será a última crise entre Chávez, Correa e Uribe, e, com a tendência de o nível de tensionamento na região aumentar, dentro de algum tempo a situação pode ficar insustentável. Que o bom senso prevaleça!
Em resposta, o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou o imediato retorno de seu embaixador e declarou que o exército de seu país estava em alerta. Hugo Chavez, da Venezuela, fez o mesmo e deslocou 10 batalhões de tanques de guerra para a fronteira com a Colômbia. É a primeira vez em muito tempo que uma crise diplomática na América do Sul envolve o descolocamento de tropas.
E, obviamente, quando um país descola suas tropas é porque, em algum momento, cogita utilizá-las, e essa lógica fez reacender o temor de uma nova guerra na América do Sul. O último grande conflito armado no continente foi a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, que vitimou mais de 400 mil pessoas.
Mas a guerra ainda é uma hipótese distante. Os fatos que ocorreram, embora que graves, ainda não justificam a utilização das forças armadas de qualquer nação, e a intermediação de outros países, como Brasil, Argentina e Chile, também podem ajudar a resolver o conflito da melhor maneira possível.
O problema é que essa não é a primeira e, possivelmente, não será a última crise entre Chávez, Correa e Uribe, e, com a tendência de o nível de tensionamento na região aumentar, dentro de algum tempo a situação pode ficar insustentável. Que o bom senso prevaleça!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Fidel: guerreiro do povo cubano
A notícia do afastamento do presidente de Cuba, Fidel Castro, não foi surpesa pra ninguém, mas ainda assim representa um marco para a ilha caribenha e para a política mundial, já que, depois de 49 anos, Cuba elegerá um novo presidente.
É importante esclarecer, no entanto, que Fidel não renunciou à presidência do país, apenas não aceitou concorrer a mais um mandato de quatro anos na Assembléia Nacional. Embora que os grandes meios de comunicação não costumem divulgar isso, Cuba adota um processo eleitoral muito semelhante a países como França, Inglaterra, Espanha e Itália, onde a população elege o Congresso Nacional que por sua vez, elege o presidente ou primeiro ministro. Mas só em Cuba esse sistema é considerado antidemocrático.
Fidel Castro Ruz ainda continua vivo e com contribuições importantes a dar à Revolução Cubana. A história o absolveu das infâmias lançadas contra ele e o seu povo ao longo desses tempos. Ao contrário do que afirmou o pseudojornalista Wiliam Waack, no Jornal da Globo, o líder revolucionário não defendia idéias "envelhecidas" e "derrotadas pelo tempo", ao contrário, a justeza da Revolução Socialista foi provada ao longo do tempo.
Como herança, Fidel deixa um país onde não existe analfabetismo, com um dos melhores sistemas de educação e saúde do mundo e que figura entre as potências mundiais do esporte. Pode até faltar bens de consumo de luxo, mas não falta alimento no prato do povo cubano. Isso é o Socialismo!
É importante esclarecer, no entanto, que Fidel não renunciou à presidência do país, apenas não aceitou concorrer a mais um mandato de quatro anos na Assembléia Nacional. Embora que os grandes meios de comunicação não costumem divulgar isso, Cuba adota um processo eleitoral muito semelhante a países como França, Inglaterra, Espanha e Itália, onde a população elege o Congresso Nacional que por sua vez, elege o presidente ou primeiro ministro. Mas só em Cuba esse sistema é considerado antidemocrático.
Fidel Castro Ruz ainda continua vivo e com contribuições importantes a dar à Revolução Cubana. A história o absolveu das infâmias lançadas contra ele e o seu povo ao longo desses tempos. Ao contrário do que afirmou o pseudojornalista Wiliam Waack, no Jornal da Globo, o líder revolucionário não defendia idéias "envelhecidas" e "derrotadas pelo tempo", ao contrário, a justeza da Revolução Socialista foi provada ao longo do tempo.
Como herança, Fidel deixa um país onde não existe analfabetismo, com um dos melhores sistemas de educação e saúde do mundo e que figura entre as potências mundiais do esporte. Pode até faltar bens de consumo de luxo, mas não falta alimento no prato do povo cubano. Isso é o Socialismo!
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