Durou apenas um dia a prisão de Eliana Tranchesi, dona da boutique de luxo Daslu, acusada de crimes como sonegação fiscal. Novamente, as mais altas cortes do país se mobilizaram para garantir a sua soltura e de outros envolvidos no escândalo.
Eliana foi condenada a 94 anos e meio de prisão pelos crimes cometidos, mas a sentença proferida pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (Grande SP) é em primeira instância e cabe recurso.
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sexta-feira, 27 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
A nova profissão de Paulo Skaf
O atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp, Paulo Skaf, é bastante conhecido por defender os interesses das grandes indústrias paulistas - nem que para isso tenha que passar por cima dos direitos históricos dos trabalhadores.
No entanto, o que não se sabia era de sua atuação junto à campanhas de candidatos identificados com a plataforma defendida pelo industrial, esforçando-se para utilizar a sua influência para arrecadar fundos para essas candidaturas.
O presidente da Fiesp reconheceu a sua atuação como lobista, admitindo que marcava presença no diálogo com indústrias na garantia de doações de candidatos "sérios", como afirmou o próprio. O curioso é que, de acordo com o pensamento de Skaf, apenas candidatos do PSDB e DEM são merecedores desse título.
Mais interessante ainda é imaginar se Paulo Skaf fosse membro do PT e intervisse em prol de candidaturas desse partido. Será que seria tratado com tanta naturalidade?
Mis informações no Blog do Fernando Rodrigues
No entanto, o que não se sabia era de sua atuação junto à campanhas de candidatos identificados com a plataforma defendida pelo industrial, esforçando-se para utilizar a sua influência para arrecadar fundos para essas candidaturas.
O presidente da Fiesp reconheceu a sua atuação como lobista, admitindo que marcava presença no diálogo com indústrias na garantia de doações de candidatos "sérios", como afirmou o próprio. O curioso é que, de acordo com o pensamento de Skaf, apenas candidatos do PSDB e DEM são merecedores desse título.
Mais interessante ainda é imaginar se Paulo Skaf fosse membro do PT e intervisse em prol de candidaturas desse partido. Será que seria tratado com tanta naturalidade?
Mis informações no Blog do Fernando Rodrigues
Tem rico indo pra cadeia
Taí uma cena que era difícil de assistir a alguns tempos atrás: gente da mais alta sociedade inda parar atrás das grades. A "vítima" da vez é reincidente: Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu, em São Paulo.
Eliana já havia sido presa em 2005, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Narciso, duramente criticada pela grande mídia e que desvendou um gigante esquema de sonegação fiscal. Na oportunidade, ela ficou apenas cerca de 24 horas e, ao que parece, não deve permanecer detida por muito tempo também dessa vez, já que a sua defesa já prepara um pedido de habeas corpus.
Só resta saber se o presidente do STF, ministro Gilmar Dantas, pretende interceder pela sua colega como fez com o banqueiro Daniel Dantas.
Clique aqui para mais informações
Eliana já havia sido presa em 2005, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Narciso, duramente criticada pela grande mídia e que desvendou um gigante esquema de sonegação fiscal. Na oportunidade, ela ficou apenas cerca de 24 horas e, ao que parece, não deve permanecer detida por muito tempo também dessa vez, já que a sua defesa já prepara um pedido de habeas corpus.
Só resta saber se o presidente do STF, ministro Gilmar Dantas, pretende interceder pela sua colega como fez com o banqueiro Daniel Dantas.
Clique aqui para mais informações
domingo, 20 de julho de 2008
O Blog do Caio está de volta
Depois de um tempo de "férias", o Blog do Caio voltará a publicar matérias, artigos e curiosidades em geral sobre tudo o que está rolando no Brasil e no mundo. E se as coisas continuarem nesse ritmo, principalmente no mundo político, não faltará comentários a esse espaço, afinal de contas, cá estamos nós, brasileiros, novamente às portas de uma eleição municipal.
Enfim, só esperamos que nos restem boas notícias...
Enfim, só esperamos que nos restem boas notícias...
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Edição da Princípios
A última edição da Revista Principios, da Editora Anita Garibaldi, traz uma série de artigos de figuras como Renato Rabelo, Carlos Lupi, Ricardo Berzoini, entre outras personalidades que tratam do tema "reformas democráticas". A excelente edição merece ser lida por quem defende um Brasil mais justo.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Violência cresce em Camaçari...
Enquanto Governo do Estado e Prefeitura Municipal jogam a batata quente nas mãos um do outro, a população de Camaçari continua sendo vítima dos constantes assaltos que ocorrem não apenas nos bairros periféricos, mas até mesmo no centro do município.
Ontem (segunda, 05/05) esse blogueiro teve seu aparelho celular "emprestado" para um ladrão quando se dirigia para a sua casa à noite. O episódio ocorreu em pleno Centro Administrativo, a poucos metros da Prefeitura e da Delegacia de Polícia.
Mas como seria bom se eu fosse a única vítima dessa onda de criminalidade. Mas os dados mostram que a cada dia que passa a cidade está mais violenta, com diversos roubos e assassinatos ocorrendo constantemente.
Tomara que nossas autoridades parem com o jogo de empurra-empurra e se empenhem de fato para resolver essa problema, antes que isso aqui vire o Iraque.
Ontem (segunda, 05/05) esse blogueiro teve seu aparelho celular "emprestado" para um ladrão quando se dirigia para a sua casa à noite. O episódio ocorreu em pleno Centro Administrativo, a poucos metros da Prefeitura e da Delegacia de Polícia.
Mas como seria bom se eu fosse a única vítima dessa onda de criminalidade. Mas os dados mostram que a cada dia que passa a cidade está mais violenta, com diversos roubos e assassinatos ocorrendo constantemente.
Tomara que nossas autoridades parem com o jogo de empurra-empurra e se empenhem de fato para resolver essa problema, antes que isso aqui vire o Iraque.
terça-feira, 18 de março de 2008
O socialismo e a questão da democracia
Por Caio Botelho*
Constantemente, os ideólogos do socialismo científico (ou marxismo-leninismo, como preferir) são alvejados com acusações de que este regime não seria nada mais que um arcabouço de idéias opostas a qualquer definição de liberdade, tendo os países que o adotaram se tornado ditaduras sanguinárias a serviço de déspotas travestidos de revolucionários.
Nas próximas linhas, propomo-nos a estudar com maior rigor e espírito científico a veracidade dessas acusações, desmistificando uma série de pré-conceitos criados por setores que não se interessam nem um pouco com o triunfo do socialismo em qualquer país que seja. E tem motivos de sobra para isso, afinal, o socialismo científico se opõe às diferenças entre classes, que é o motor do sistema defendido por esses setores.
Em qualquer julgamento num bom tribunal, a confiabilidade da fonte das acusações é sempre levada em consideração. Nesse caso, podemos tranquilamente atribuir à grande mídia o papel de testemunha de incriminação, que, todos os dias, faz repercutir em sua programação valores opostos àqueles pregados pelos revolucionários. Não por acaso, chegam ao ponto de afirmar, do modo mais claro que até um leigo entenderia, que o socialismo veio a falecer já há algum tempo – a queda do Muro de Berlin é colocado por muitos como ponto de referência. Também fazem de tudo para ridicularizas as experiências socialistas, retratando-as como um fracasso retumbante.
Pois bem, será que a grande mídia tem mesmo toda essa moral para arrotar cotidianamente uma suposta verdade? Definitivamente não! A mídia tem lado, ela não está neutra nesse jogo.
Basta dar uma olhada nos proprietários dos principais canais de comunicação. No Brasil, por exemplo, a Rede Globo é controlada pela família Marinho, a Bandeirantes pela família Saad, o SBT é um feudo da família Abravanel (de Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos) a Rede Record quebra a hegemonia das famílias mas é dirigida pelo proprietário da Igreja Universal Edir Macedo. No mundo dos jornais não é diferente: todos os grandes impressos (Folha, Estadão, O Globo etc.) são dirigidas ou por famílias ou por grandes grupos empresariais. Alguns desses grupos, como a Editora Abril, que publica a revista Veja, vendeu uma boa parte de seu patrimônio ao capital estrangeiro, nesse caso, especificamente, a um conglomerado que apoiou o regime do apartheid na África do Sul.
Como já são conhecidos os proprietários dos meios de comunicação que dialogam com milhões de brasileiros todos os dias, observamos entre eles uma característica em comum: todos, mas absolutamente todos, são ligados às idéias mais conservadoras o possível. E o pior, utilizam esses meios para propagarem suas carcomidas idéias. Em alguns casos esses instrumentos foram utilizados a serviço da própria ditadura militar, como as vans da Folha de São Paulo que chegaram a servir como transporte de presos políticos do regime e o crescimento vertiginoso das organizações Globo durante o tempo dos milicos.
Mas vejam bem: se a principal fonte de acusação à suposta ausência de democracia no socialismo são esses grandes meios de comunicação, estando estes a serviço de grupos opostos ao socialismo, então seriam estas fontes confiáveis? Será que muito do que retratam sobre o Socialismo e suas idéias não é meramente distorcido ou adulterado pela grande mídia?
A democracia nas primeiras experiências socialistas
Comecemos nosso estudo fazendo uma rápida análise sobre as primeiras experiências socialistas, em especial a que durante décadas dirigiu os rumos da União Soviética (URSS), destacando o papel que a democracia exerceu nesses estados e apontando os erros cometidos na condução dessas experiências.
Como todos sabem, a Rússia czarista era um país atrasadíssimo, com fortes resquícios de feudalismo em pleno início de século XX, e a situação de extrema pobreza vivida por mais de 90% da população foi o estopim para a deflagração de uma Revolução Socialista, liderada pelo Partido Bolchevique e que teve como principal figura Vladimir Lênin, que se tornou o primeiro presidente da Rússia Soviética.
As transformações ocorridas a partir de então fizeram da Rússia (agora URSS) uma das duas maiores potências mundiais, chegando ao ponto de fazer frente aos EUA, tanto economicamente quanto militarmente (durante alguns momentos, o PIB da URSS chegou a ser maior do que o PIB estadunidense). A pobreza no país foi praticamente erradicada e direitos básicos como educação, moradia, alimentação e saúde foram ampliados para toda a população. Faltavam bens de consumo de luxo na União Soviética, mas não existiam mendigos nas ruas desse país.
Mas no tocante à questão da democracia a experiência soviética deixou a desejar. Embora tenha criado mecanismos importantes de participação popular nos instrumentos de decisão do estado, tendo como principal exemplo os soviets, a URSS, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, criou um clima de comodismo que acabou por tornar esses meios democráticos de participação em meros homologadores das decisões do estado.
Josef Stálin, que dirigiu a URSS entre 1924 e 1953, embora tenha cumprido um importante papel na derrota do nazismo e no crescimento econômico de seu país, exagerou no exercício de sua função como principal líder soviético. Aos poucos, o povo foi afastado das decisões e toda crítica, mesmo que munida de espírito construtivo, era vista como uma ameaça à Revolução, devendo ser radicalmente coibida.
Os demais países do Leste Europeu, com raras exceções como a pequena Albânia, tomaram caminho parecido: criaram um estado burocrático e afastado das massas, dirigido por uma cúpula que nem sempre estava concatenada com os anseios populares.
Essas linhas podem parecer que jogam contra aqueles que defendem o socialismo, mas como o principal objetivo é fazer um estudo científico sobre o papel da democracia no socialismo, é importante que sejam apontados os equívocos que foram cometidos e que foram fundamentais para a derrota desse primeiro ciclo de experiências revolucionárias.
O que não é mostrado, no entanto, é que o socialismo levou à esses países muitas coisas boas, como a erradicação do analfabetismo, a melhoria das condições de vida do povo e a garantia da sobrevivência da população, algo que não é garantido no capitalismo. Essas importantes conquistas foram perdidas ao tempo em que o socialismo foi sendo derrotado. Hoje, a Rússia capitalista apresenta índices sociais muitos piores das do tempo da URSS.
O exemplo cubano
A pequena ilha caribenha que até pouco tempo era governada pelo mito Fidel Castro é uma das poucas experiências que resistiram ao vendaval reformista que sacudiu o mundo principalmente entre as décadas de 70, 80 e 90. Não foram poucas as dificuldades enfrentadas por Cuba, a maioria gerada por inimigos externos como os EUA, e ainda assim a ilha que apresentou Ernesto Che Guevara para o mundo resistiu bravamente, mantendo as conquistas da Revolução de 1959.
No entanto, é natural a imprensa associar o ex-presidente cubano Fidel Castro e o atual, Raul, a atrocidades terríveis, sempre acompanhando seus nomes a termos como “ditador”, ou coisa parecida. Mas será que Cuba é mesmo uma ditadura? Vamos ver:
A primeira queixa dos “defensores perpétuos da liberdade e da democracia” é a de que em Cuba não existem eleições. Mentira! De quatro em quatro anos, o povo cubano elege de forma livre os membros do Parlamento Nacional, em eleições limpas acompanhadas por observadores estrangeiros. O Parlamento, por sua vez, elege entre seus membros o presidente do Conselho de Estado e demais figuras do alto escalão do governo. É um método muito parecido ao que é adotado em países como França, Inglaterra, Itália, Espanha e outras nações consideradas exemplos de democracia. Mas só em Cuba esse sistema é antidemocrático.
Se o Parlamento cubano elegeu Fidel consecutivas vezes, isso é problema de Cuba! É um direito deles adotar as regras que julgam melhores para a realidade de seu país. O engraçado é que ninguém fala da Rainha da Grã-Bretanha, que se encontra a mais tempo no poder. Diga-se de passagem, Fidel também é eleito membro do Parlamento a cada eleição.
Mas em Cuba existem presos políticos? Não! Em Cuba, como em qualquer país do mundo, é crime financiar, participar ou fomentar qualquer ataque ao estado de direito. No Brasil, por exemplo, quem tentar dar golpe de estado passa pelo menos cinco anos na cadeia em regime fechado. Nos EUA, tentar derrubar o presidente é considerado traição à pátria, punida com a cadeira elétrica.
E o que não faltam na heróica ilha são pessoas e grupos que recebem financiamento direto dos EUA para boicotarem o governo legitimamente constituído pelo povo e respaldado a cada eleição (em Cuba, o voto não é obrigatório, ainda assim mais de 90% do eleitorado comparece às urnas, enquanto que nos EUA esse índice é menor que 50%). De acordo com a Constituição cubana, as pessoas têm direito de manifestar suas opiniões, o que não pode é passar por cima das leis. Justo!
Mas e quanto a proibição de cubanos viajarem para os EUA, tão criticada pela imprensa como exemplo da falta de liberdade? Bom, isso é verdade, como é verdade que os EUA também proíbem seus cidadãos de viajarem para Cuba, o problema é que esse e os outros dados aqui informados não são veiculados pela nossa nada imparcial mídia.
Enquanto isso, o país da Fidel continua com os melhores índices na educação e saúde da América Latina, sem contar com a potência olímpica que é esse minúsculo pedaço de terra no meio do Atlântico. Tudo isso com um bloqueio econômico de seu arquiinimigo Estados Unidos que já dura 46 anos.
A “liberdade” que o capitalismo defende
O debate sobre a democracia nos regimes socialistas ainda não extenuou, ao contrário esse é um assunto que dá muito pano pra manga. No entanto, é possível chegar a algumas conclusões importantes:
Primeiro, a mídia tem interesse em propagar inverdades acerca do socialismo. Ela tem lado na luta de classes, e como vimos pela identificação de seus proprietários, não é do lado dos mais pobres que ela se encontra. Erros imperdoáveis foram cometidos na condução de experiências socialistas em alguns países, no entanto, o socialismo científico é defensor da radicalização da democracia popular, onde, segundo os revolucionários, o povo deve ter acesso diretamente aos instrumentos de decisão do estado.
Em segundo lugar, questiono a espécie de liberdade que os capitalistas desejam. Será a liberdade de 35 milhões de brasileiros passarem fome enquanto as riquezas do país são concentradas nas mãos de meia dúzia de ricaços? A liberdade onde o mercado pode fazer o que bem entender, de acordo com os interesses dos mega especuladores? Ou a liberdade ditada por valores degradantes como o individualismo e o consumismo, onde os nossos jovens aprendem que aquele colega que senta ao seu lado na Escola será seu inimigo mortal na disputa por uma vaga na Universidade, e mais tarde no mercado de trabalho?
Qual moral tem os capitalistas para falar de “democracia”? Afinal, foram eles que financiaram as piores ditaduras do mundo, como a brasileira, a chilena, a argentina, entre muitas outras que mataram milhares de pessoas, essas sim dispostas a lutar pela verdadeira liberdade e pela verdadeira democracia. Incomodam-se quando o presidente da Venezuela Hugo Chávez não renova a licença da emissora golpista RCTV, mas acham natural utilizar concessões públicas para expor seus reacionários pensamentos.
Por último, faço questão de concluir afirmando que a democracia plena não se encontra nesse sistema, que alimenta a desigualdade e todas as formas de preconceito. Nesse jogo sujo jogado pelos capitalistas ansiosos para se manterem no poder, vencerão aqueles que acreditam que é possível mudar o mundo.
*Caio Botelho tem 20 anos, é estudante de Direito, dirigente da União da Juventude Socialista (UJS) na Bahia e membro da Escola de Formação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Constantemente, os ideólogos do socialismo científico (ou marxismo-leninismo, como preferir) são alvejados com acusações de que este regime não seria nada mais que um arcabouço de idéias opostas a qualquer definição de liberdade, tendo os países que o adotaram se tornado ditaduras sanguinárias a serviço de déspotas travestidos de revolucionários.
Nas próximas linhas, propomo-nos a estudar com maior rigor e espírito científico a veracidade dessas acusações, desmistificando uma série de pré-conceitos criados por setores que não se interessam nem um pouco com o triunfo do socialismo em qualquer país que seja. E tem motivos de sobra para isso, afinal, o socialismo científico se opõe às diferenças entre classes, que é o motor do sistema defendido por esses setores.
Em qualquer julgamento num bom tribunal, a confiabilidade da fonte das acusações é sempre levada em consideração. Nesse caso, podemos tranquilamente atribuir à grande mídia o papel de testemunha de incriminação, que, todos os dias, faz repercutir em sua programação valores opostos àqueles pregados pelos revolucionários. Não por acaso, chegam ao ponto de afirmar, do modo mais claro que até um leigo entenderia, que o socialismo veio a falecer já há algum tempo – a queda do Muro de Berlin é colocado por muitos como ponto de referência. Também fazem de tudo para ridicularizas as experiências socialistas, retratando-as como um fracasso retumbante.
Pois bem, será que a grande mídia tem mesmo toda essa moral para arrotar cotidianamente uma suposta verdade? Definitivamente não! A mídia tem lado, ela não está neutra nesse jogo.
Basta dar uma olhada nos proprietários dos principais canais de comunicação. No Brasil, por exemplo, a Rede Globo é controlada pela família Marinho, a Bandeirantes pela família Saad, o SBT é um feudo da família Abravanel (de Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos) a Rede Record quebra a hegemonia das famílias mas é dirigida pelo proprietário da Igreja Universal Edir Macedo. No mundo dos jornais não é diferente: todos os grandes impressos (Folha, Estadão, O Globo etc.) são dirigidas ou por famílias ou por grandes grupos empresariais. Alguns desses grupos, como a Editora Abril, que publica a revista Veja, vendeu uma boa parte de seu patrimônio ao capital estrangeiro, nesse caso, especificamente, a um conglomerado que apoiou o regime do apartheid na África do Sul.
Como já são conhecidos os proprietários dos meios de comunicação que dialogam com milhões de brasileiros todos os dias, observamos entre eles uma característica em comum: todos, mas absolutamente todos, são ligados às idéias mais conservadoras o possível. E o pior, utilizam esses meios para propagarem suas carcomidas idéias. Em alguns casos esses instrumentos foram utilizados a serviço da própria ditadura militar, como as vans da Folha de São Paulo que chegaram a servir como transporte de presos políticos do regime e o crescimento vertiginoso das organizações Globo durante o tempo dos milicos.
Mas vejam bem: se a principal fonte de acusação à suposta ausência de democracia no socialismo são esses grandes meios de comunicação, estando estes a serviço de grupos opostos ao socialismo, então seriam estas fontes confiáveis? Será que muito do que retratam sobre o Socialismo e suas idéias não é meramente distorcido ou adulterado pela grande mídia?
A democracia nas primeiras experiências socialistas
Comecemos nosso estudo fazendo uma rápida análise sobre as primeiras experiências socialistas, em especial a que durante décadas dirigiu os rumos da União Soviética (URSS), destacando o papel que a democracia exerceu nesses estados e apontando os erros cometidos na condução dessas experiências.
Como todos sabem, a Rússia czarista era um país atrasadíssimo, com fortes resquícios de feudalismo em pleno início de século XX, e a situação de extrema pobreza vivida por mais de 90% da população foi o estopim para a deflagração de uma Revolução Socialista, liderada pelo Partido Bolchevique e que teve como principal figura Vladimir Lênin, que se tornou o primeiro presidente da Rússia Soviética.
As transformações ocorridas a partir de então fizeram da Rússia (agora URSS) uma das duas maiores potências mundiais, chegando ao ponto de fazer frente aos EUA, tanto economicamente quanto militarmente (durante alguns momentos, o PIB da URSS chegou a ser maior do que o PIB estadunidense). A pobreza no país foi praticamente erradicada e direitos básicos como educação, moradia, alimentação e saúde foram ampliados para toda a população. Faltavam bens de consumo de luxo na União Soviética, mas não existiam mendigos nas ruas desse país.
Mas no tocante à questão da democracia a experiência soviética deixou a desejar. Embora tenha criado mecanismos importantes de participação popular nos instrumentos de decisão do estado, tendo como principal exemplo os soviets, a URSS, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, criou um clima de comodismo que acabou por tornar esses meios democráticos de participação em meros homologadores das decisões do estado.
Josef Stálin, que dirigiu a URSS entre 1924 e 1953, embora tenha cumprido um importante papel na derrota do nazismo e no crescimento econômico de seu país, exagerou no exercício de sua função como principal líder soviético. Aos poucos, o povo foi afastado das decisões e toda crítica, mesmo que munida de espírito construtivo, era vista como uma ameaça à Revolução, devendo ser radicalmente coibida.
Os demais países do Leste Europeu, com raras exceções como a pequena Albânia, tomaram caminho parecido: criaram um estado burocrático e afastado das massas, dirigido por uma cúpula que nem sempre estava concatenada com os anseios populares.
Essas linhas podem parecer que jogam contra aqueles que defendem o socialismo, mas como o principal objetivo é fazer um estudo científico sobre o papel da democracia no socialismo, é importante que sejam apontados os equívocos que foram cometidos e que foram fundamentais para a derrota desse primeiro ciclo de experiências revolucionárias.
O que não é mostrado, no entanto, é que o socialismo levou à esses países muitas coisas boas, como a erradicação do analfabetismo, a melhoria das condições de vida do povo e a garantia da sobrevivência da população, algo que não é garantido no capitalismo. Essas importantes conquistas foram perdidas ao tempo em que o socialismo foi sendo derrotado. Hoje, a Rússia capitalista apresenta índices sociais muitos piores das do tempo da URSS.
O exemplo cubano
A pequena ilha caribenha que até pouco tempo era governada pelo mito Fidel Castro é uma das poucas experiências que resistiram ao vendaval reformista que sacudiu o mundo principalmente entre as décadas de 70, 80 e 90. Não foram poucas as dificuldades enfrentadas por Cuba, a maioria gerada por inimigos externos como os EUA, e ainda assim a ilha que apresentou Ernesto Che Guevara para o mundo resistiu bravamente, mantendo as conquistas da Revolução de 1959.
No entanto, é natural a imprensa associar o ex-presidente cubano Fidel Castro e o atual, Raul, a atrocidades terríveis, sempre acompanhando seus nomes a termos como “ditador”, ou coisa parecida. Mas será que Cuba é mesmo uma ditadura? Vamos ver:
A primeira queixa dos “defensores perpétuos da liberdade e da democracia” é a de que em Cuba não existem eleições. Mentira! De quatro em quatro anos, o povo cubano elege de forma livre os membros do Parlamento Nacional, em eleições limpas acompanhadas por observadores estrangeiros. O Parlamento, por sua vez, elege entre seus membros o presidente do Conselho de Estado e demais figuras do alto escalão do governo. É um método muito parecido ao que é adotado em países como França, Inglaterra, Itália, Espanha e outras nações consideradas exemplos de democracia. Mas só em Cuba esse sistema é antidemocrático.
Se o Parlamento cubano elegeu Fidel consecutivas vezes, isso é problema de Cuba! É um direito deles adotar as regras que julgam melhores para a realidade de seu país. O engraçado é que ninguém fala da Rainha da Grã-Bretanha, que se encontra a mais tempo no poder. Diga-se de passagem, Fidel também é eleito membro do Parlamento a cada eleição.
Mas em Cuba existem presos políticos? Não! Em Cuba, como em qualquer país do mundo, é crime financiar, participar ou fomentar qualquer ataque ao estado de direito. No Brasil, por exemplo, quem tentar dar golpe de estado passa pelo menos cinco anos na cadeia em regime fechado. Nos EUA, tentar derrubar o presidente é considerado traição à pátria, punida com a cadeira elétrica.
E o que não faltam na heróica ilha são pessoas e grupos que recebem financiamento direto dos EUA para boicotarem o governo legitimamente constituído pelo povo e respaldado a cada eleição (em Cuba, o voto não é obrigatório, ainda assim mais de 90% do eleitorado comparece às urnas, enquanto que nos EUA esse índice é menor que 50%). De acordo com a Constituição cubana, as pessoas têm direito de manifestar suas opiniões, o que não pode é passar por cima das leis. Justo!
Mas e quanto a proibição de cubanos viajarem para os EUA, tão criticada pela imprensa como exemplo da falta de liberdade? Bom, isso é verdade, como é verdade que os EUA também proíbem seus cidadãos de viajarem para Cuba, o problema é que esse e os outros dados aqui informados não são veiculados pela nossa nada imparcial mídia.
Enquanto isso, o país da Fidel continua com os melhores índices na educação e saúde da América Latina, sem contar com a potência olímpica que é esse minúsculo pedaço de terra no meio do Atlântico. Tudo isso com um bloqueio econômico de seu arquiinimigo Estados Unidos que já dura 46 anos.
A “liberdade” que o capitalismo defende
O debate sobre a democracia nos regimes socialistas ainda não extenuou, ao contrário esse é um assunto que dá muito pano pra manga. No entanto, é possível chegar a algumas conclusões importantes:
Primeiro, a mídia tem interesse em propagar inverdades acerca do socialismo. Ela tem lado na luta de classes, e como vimos pela identificação de seus proprietários, não é do lado dos mais pobres que ela se encontra. Erros imperdoáveis foram cometidos na condução de experiências socialistas em alguns países, no entanto, o socialismo científico é defensor da radicalização da democracia popular, onde, segundo os revolucionários, o povo deve ter acesso diretamente aos instrumentos de decisão do estado.
Em segundo lugar, questiono a espécie de liberdade que os capitalistas desejam. Será a liberdade de 35 milhões de brasileiros passarem fome enquanto as riquezas do país são concentradas nas mãos de meia dúzia de ricaços? A liberdade onde o mercado pode fazer o que bem entender, de acordo com os interesses dos mega especuladores? Ou a liberdade ditada por valores degradantes como o individualismo e o consumismo, onde os nossos jovens aprendem que aquele colega que senta ao seu lado na Escola será seu inimigo mortal na disputa por uma vaga na Universidade, e mais tarde no mercado de trabalho?
Qual moral tem os capitalistas para falar de “democracia”? Afinal, foram eles que financiaram as piores ditaduras do mundo, como a brasileira, a chilena, a argentina, entre muitas outras que mataram milhares de pessoas, essas sim dispostas a lutar pela verdadeira liberdade e pela verdadeira democracia. Incomodam-se quando o presidente da Venezuela Hugo Chávez não renova a licença da emissora golpista RCTV, mas acham natural utilizar concessões públicas para expor seus reacionários pensamentos.
Por último, faço questão de concluir afirmando que a democracia plena não se encontra nesse sistema, que alimenta a desigualdade e todas as formas de preconceito. Nesse jogo sujo jogado pelos capitalistas ansiosos para se manterem no poder, vencerão aqueles que acreditam que é possível mudar o mundo.
*Caio Botelho tem 20 anos, é estudante de Direito, dirigente da União da Juventude Socialista (UJS) na Bahia e membro da Escola de Formação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
quinta-feira, 13 de março de 2008
Protesto de estudantes contra o aumento da tarifa do transporte chama a atenção da população de Camaçari
Uma grande manifestação tomou conta das ruas de Camaçari nessa quinta-feira, 13 de maio, quando centenas de estudantes de diversos Colégios protestaram contra o aumento de aproximadamente 10% no valor da tarifa de ônibus interurbano autorizado pela AGERBA. A medida prejudica a população que depende do sistema público de transporte para trabalhar e estudar.
Ocupação da Rodoviária
O ponto alto da manifestação foi a ocupação da Rodoviária de Camaçari, quando os estudantes impediram a absurda cobrança da taxa de embarque, no valor de R$ 0,40. Durante aproximadamente uma hora e meia, o portão de acesso ao terminal de ônibus interurbano foi aberto pelos manifestantes, que tiveram que enfrentar a truculência de funcionários da SINART, empresa que administra a Rodoviária. A ação foi aplaudida pela população.
Ditadura nas Escolas
No entanto, parece que a direção do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães e do CETEB, ambas escolas estaduais, não entenderam que o povo baiano derrotou a arrogância dos adeptos a um modelo antidemocrático de gestão nas últimas eleições, e utilizou de todos os mecanismos possíveis para impedir a saída dos estudantes que queriam participar da manifestação, chegando inclusive a trancar os portões dessas Escolas, em um claro desrespeito ao direito de livre manifestação assegurado na Constituição Federal.
No caso do Colégio Modelo, foi preciso acionar a Polícia Militar para impedir que a diretora continuasse a manter os estudantes em cárcere privado. Ainda assim, dezenas desafiaram o autoritarismo digno dos tempos do carlismo e participaram do ato.
Próximos passos
Outras mobilizações estão sendo preparadas, e provavelmente na próxima semana a cidade de Camaçari vai assistir a mais uma grande passeata, que promete ser ainda maior, reforçando o movimento que exige a redução da tarifa no transporte público, além de cobrar o direito ao meio passe metropolitano para estudantes, fim da taxa de embarque na Rodoviária e melhoria na qualidade no transporte público.
O ato foi encerrado por volta das 13h00, quando os estudantes fizeram um círculo no saguão da Rodoviária e cantaram o Hino Nacional.
________________________
Essa postagem foi escrita por volta das 14h00, cerca de uma hora depois do encerramento do ato. Assim que houver novidades quanto ao andamento da campanha, esse blog fará repercutir.
Ocupação da Rodoviária
O ponto alto da manifestação foi a ocupação da Rodoviária de Camaçari, quando os estudantes impediram a absurda cobrança da taxa de embarque, no valor de R$ 0,40. Durante aproximadamente uma hora e meia, o portão de acesso ao terminal de ônibus interurbano foi aberto pelos manifestantes, que tiveram que enfrentar a truculência de funcionários da SINART, empresa que administra a Rodoviária. A ação foi aplaudida pela população.
Ditadura nas Escolas
No entanto, parece que a direção do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães e do CETEB, ambas escolas estaduais, não entenderam que o povo baiano derrotou a arrogância dos adeptos a um modelo antidemocrático de gestão nas últimas eleições, e utilizou de todos os mecanismos possíveis para impedir a saída dos estudantes que queriam participar da manifestação, chegando inclusive a trancar os portões dessas Escolas, em um claro desrespeito ao direito de livre manifestação assegurado na Constituição Federal.
No caso do Colégio Modelo, foi preciso acionar a Polícia Militar para impedir que a diretora continuasse a manter os estudantes em cárcere privado. Ainda assim, dezenas desafiaram o autoritarismo digno dos tempos do carlismo e participaram do ato.
Próximos passos
Outras mobilizações estão sendo preparadas, e provavelmente na próxima semana a cidade de Camaçari vai assistir a mais uma grande passeata, que promete ser ainda maior, reforçando o movimento que exige a redução da tarifa no transporte público, além de cobrar o direito ao meio passe metropolitano para estudantes, fim da taxa de embarque na Rodoviária e melhoria na qualidade no transporte público.
O ato foi encerrado por volta das 13h00, quando os estudantes fizeram um círculo no saguão da Rodoviária e cantaram o Hino Nacional.
________________________
Essa postagem foi escrita por volta das 14h00, cerca de uma hora depois do encerramento do ato. Assim que houver novidades quanto ao andamento da campanha, esse blog fará repercutir.
Seções
Cotidiano,
Juventude,
Movimentos,
Política
terça-feira, 11 de março de 2008
AGERBA autoriza aumento no transporte interurbano e estudantes prometem reagir
Desde o último sábado, 8 de março, quem quiser utilizar o sistema de transporte público na Região Metropolitana de Salvador vai pagar mais caro. O reajuste na tarifa de ônibus chega a aproximadamente 10%, inferior ao aumento do salário mínimo, por exemplo. O preço da passagem de Camaçari para a Estação da Lapa, em Salvador, que antes custava R$ 2,85, passou a valer entre R$ 3,20 e R$ 3,65, sem contar com a tarifa de embarque de R$ 0,40 cobrada na Rodoviária de Camaçari. Para muitos isso pode não ser muito, mas para a grande maioria dos usuários esse suado dinheiro vai fazer muita falta.
Uma pessoa que tem que vir de Salvador para Camaçari todos os dias chega a gastar algo em torno de R$ 210,00 todo mês. É bom lembrar que a renda média do brasileiro não passa dos R$ 500,00.
Mobilizações estão sendo preparadas
Organizações como a UJS, UMESC, UNE, UBES, ABES e UEB prometem realizar nessa quinta-feira, dia 13, uma grande manifestação que deve envolver centenas de estudantes de Camaçari. A passeata, que sairá de diversas Escolas do município, deve ter sua concentração na Rodoviária por volta das 9h30, onde os estudantes pretendem fazer uma ocupação pacífica para protestar contra o aumento. Na oportunidade, também serão lembradas reivindicações antigas, como o direito ao meio passe intermetropolitano para estudantes.
Uma pessoa que tem que vir de Salvador para Camaçari todos os dias chega a gastar algo em torno de R$ 210,00 todo mês. É bom lembrar que a renda média do brasileiro não passa dos R$ 500,00.
Mobilizações estão sendo preparadas
Organizações como a UJS, UMESC, UNE, UBES, ABES e UEB prometem realizar nessa quinta-feira, dia 13, uma grande manifestação que deve envolver centenas de estudantes de Camaçari. A passeata, que sairá de diversas Escolas do município, deve ter sua concentração na Rodoviária por volta das 9h30, onde os estudantes pretendem fazer uma ocupação pacífica para protestar contra o aumento. Na oportunidade, também serão lembradas reivindicações antigas, como o direito ao meio passe intermetropolitano para estudantes.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Chuva de gols marca o "baba" da UJS
No último sábado, 23 de fevereiro, o ginásio de esportes da Cidade do Saber presenciou uma enchurrada de gols no histórico confronto entre a seleção da UJS de Camaçari contra a seleção de jovens socialistas simõesfilhenses, quando os donos da casa aplicaram um verdadeiro chocolate nos visitantes: o placar da partida foi 6 x 2.
A turma de Camaçari mostrou que, além de saber construir muitas lutas em defesa de mais direitos para a juventude e do socialismo, também bate um bolão, e com um time bem entrosado dominou a partida quase integralmente, embora que tenha tomado um susto logo no início, quando a UJS de Simões Filho abriu o placar.
É difícil apontar os destaques da partida, já que todos os setores do time vencedor se saíram muito bem. Desde o gol, fechado pelo goleirão Marcus (goleirão mesmo, ele tem uma barriga enorme), passando pela zaga, composta pela ala feminina do time, Diana e Camile, até os artilheiros Jonatas, Denis e Danilo, com dois gols cada. Outro destaque que robou a cena (nada de piadinhas com o "roubou") foi o juizão Caio Botelho, que fez uma excelente arbitragem.
A revanche foi marcada para o dia 22 de março, em Simões Filho, e a torcida camaçariense pretende ir em peso acompanhar seu time. Mais informações também podem ser encontradas no blog http://www.estadobrutoestadopuro.blogspot.com/.
A turma de Camaçari mostrou que, além de saber construir muitas lutas em defesa de mais direitos para a juventude e do socialismo, também bate um bolão, e com um time bem entrosado dominou a partida quase integralmente, embora que tenha tomado um susto logo no início, quando a UJS de Simões Filho abriu o placar.
É difícil apontar os destaques da partida, já que todos os setores do time vencedor se saíram muito bem. Desde o gol, fechado pelo goleirão Marcus (goleirão mesmo, ele tem uma barriga enorme), passando pela zaga, composta pela ala feminina do time, Diana e Camile, até os artilheiros Jonatas, Denis e Danilo, com dois gols cada. Outro destaque que robou a cena (nada de piadinhas com o "roubou") foi o juizão Caio Botelho, que fez uma excelente arbitragem.
A revanche foi marcada para o dia 22 de março, em Simões Filho, e a torcida camaçariense pretende ir em peso acompanhar seu time. Mais informações também podem ser encontradas no blog http://www.estadobrutoestadopuro.blogspot.com/.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Sonho que se sonha só...
... é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade, já dizia o poeta.
Agora imagine um garoto de 16 anos, que vivia uma vida "normal" (casa, escola, "estudar" com os amigos), estudante de uma Escola particular e sem nenhuma preocupação (a não ser a nota de matemática) mudar repentinamente porque compreendeu que sozinho nessa vida a gente não vai pra lugar nenhum.
Tá certo que desde os 11, 12 anos de idade eu já me interessava por esse negócio de participação política, mas não a política como era - e é -praticada. E muitas coisas contribuíram com isso, entre elas um livro de história que contava uma versão diferente da qual eu estava acostumado a ver. Esse livro, de Mário Schmidt, afirmava que a independência do Brasil não aconteceu com um mero acordo entre a colônia e a metrópole, mas que foi preciso derramar muito sangue brasileiro pela nossa soberania. E que a abolição da escravatura não foi um favor da princesa Isabel e sua decadente monarquia, mas fruto da luta do povo negro, que cercava o palácio da princesa quando da assinatura da famosa lei. Também falava que o que aconteceu no Brasil em 1964 não foi Revolução, mas um golpe de estado orquestado pelas elites e que só foi derrotado anos depois graças à brava luta de nosso povo...
Esse livro também me fez admirar uma tal de UNE. Certa vez, fiquei acordado até tarde pra assistir uma entrevista de Felipe Maia, então presidente dessa entidade, no jornal da Globo, e olhe que ficar acordado até essa hora naquela época me rendia uma bronca da minha mãe. Mesmo assim, abaixei o volume da televisão pra que ela não acordasse e fiz questão de conhecer um pouco mais dessa famosa organização estudantil. Desde já, me sentia representado por ela.
Até que um belo dia um rapaz chamado Lenialgumacoisa (não entendi o nome de primeira) foi na minha Escola e quando chegou na minha sala a primeira coisa que perguntou foi se alguém sabia o que significava a sigla UBES. Querendo dar uma de inteligente, respondi:
- Universidade Brasileira de...
Errei feio! Mas achei interessante quando fiquei sabendo que UBES significava União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Prontamente perguntei se tinha alguma coisa a ver com a UNE, e o rapaz respondeu que eram entidades irmãs, a primeira representando os secundaristas e a segunda, os universitários.
Pois o melhor é que a UBES iria realizar o seu 35º Congresso Nacional no final do ano e estava passando nas Escolas de todo o Brasil para eleger um representante para participar desse Congresso. Fiquei interessado e acabei sendo eleito delegado. Mas antes, a gente teve várias reuniões com estudantes de outras escolas de minha cidade pra discutir um pouco de nossas opiniões. Participando dessas atividades, aprendi o que era movimento estudantil, além de fazer muitas novas amizades.
E aprendendo o que era movimento estudantil aprendi que tem uma entidade que joga um papel muito importante na condução das movimentações dos estudantes, a UJS - União da Juventude Socialista. Foi quando, além de ter sido ganho para a luta dos estudantes, fui convencido que todas as injustiças que eram cometidas nesse mundão só acabariam quando acabasse o capitalismo. Assim, virei um jovem socialista!
Mas o melhor ainda estava por vir: na medida que eu participava de todas essas lutas, percebi que tinha um Partido Político que apoiava todas as nossas causas. Mas espera aí, um Partido que não que só o meu voto?
Pois é verdade! Era o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB. O primeiro - e único - partido que conheci que não tinha como seu principal objetivo enriquecer às custas do povo. Aliás, é um Partido formado pelo povo, por gente simples que dá um duro danado no dia a dia e sente na pela a exploração capitalista, e por isso decidiram lutar por um novo Brasil.
É, nesses anos de militância a minha vida mudou radicalmente. E foram muitas dificuldades que foram enfrentadas durante esse percurso, mas numa boa, eu não trocaria essa vida por nada, pois foi nela que conheci algumas das pessoas que mais amo, nela, aprendi a sonhar um sonho que, por mais que pareça utopia é plenamente realizável.
Mas nada de sonhar sozinho...
Agora imagine um garoto de 16 anos, que vivia uma vida "normal" (casa, escola, "estudar" com os amigos), estudante de uma Escola particular e sem nenhuma preocupação (a não ser a nota de matemática) mudar repentinamente porque compreendeu que sozinho nessa vida a gente não vai pra lugar nenhum.
Tá certo que desde os 11, 12 anos de idade eu já me interessava por esse negócio de participação política, mas não a política como era - e é -praticada. E muitas coisas contribuíram com isso, entre elas um livro de história que contava uma versão diferente da qual eu estava acostumado a ver. Esse livro, de Mário Schmidt, afirmava que a independência do Brasil não aconteceu com um mero acordo entre a colônia e a metrópole, mas que foi preciso derramar muito sangue brasileiro pela nossa soberania. E que a abolição da escravatura não foi um favor da princesa Isabel e sua decadente monarquia, mas fruto da luta do povo negro, que cercava o palácio da princesa quando da assinatura da famosa lei. Também falava que o que aconteceu no Brasil em 1964 não foi Revolução, mas um golpe de estado orquestado pelas elites e que só foi derrotado anos depois graças à brava luta de nosso povo...
Esse livro também me fez admirar uma tal de UNE. Certa vez, fiquei acordado até tarde pra assistir uma entrevista de Felipe Maia, então presidente dessa entidade, no jornal da Globo, e olhe que ficar acordado até essa hora naquela época me rendia uma bronca da minha mãe. Mesmo assim, abaixei o volume da televisão pra que ela não acordasse e fiz questão de conhecer um pouco mais dessa famosa organização estudantil. Desde já, me sentia representado por ela.
Até que um belo dia um rapaz chamado Lenialgumacoisa (não entendi o nome de primeira) foi na minha Escola e quando chegou na minha sala a primeira coisa que perguntou foi se alguém sabia o que significava a sigla UBES. Querendo dar uma de inteligente, respondi:
- Universidade Brasileira de...
Errei feio! Mas achei interessante quando fiquei sabendo que UBES significava União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Prontamente perguntei se tinha alguma coisa a ver com a UNE, e o rapaz respondeu que eram entidades irmãs, a primeira representando os secundaristas e a segunda, os universitários.
Pois o melhor é que a UBES iria realizar o seu 35º Congresso Nacional no final do ano e estava passando nas Escolas de todo o Brasil para eleger um representante para participar desse Congresso. Fiquei interessado e acabei sendo eleito delegado. Mas antes, a gente teve várias reuniões com estudantes de outras escolas de minha cidade pra discutir um pouco de nossas opiniões. Participando dessas atividades, aprendi o que era movimento estudantil, além de fazer muitas novas amizades.
E aprendendo o que era movimento estudantil aprendi que tem uma entidade que joga um papel muito importante na condução das movimentações dos estudantes, a UJS - União da Juventude Socialista. Foi quando, além de ter sido ganho para a luta dos estudantes, fui convencido que todas as injustiças que eram cometidas nesse mundão só acabariam quando acabasse o capitalismo. Assim, virei um jovem socialista!
Mas o melhor ainda estava por vir: na medida que eu participava de todas essas lutas, percebi que tinha um Partido Político que apoiava todas as nossas causas. Mas espera aí, um Partido que não que só o meu voto?
Pois é verdade! Era o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB. O primeiro - e único - partido que conheci que não tinha como seu principal objetivo enriquecer às custas do povo. Aliás, é um Partido formado pelo povo, por gente simples que dá um duro danado no dia a dia e sente na pela a exploração capitalista, e por isso decidiram lutar por um novo Brasil.
É, nesses anos de militância a minha vida mudou radicalmente. E foram muitas dificuldades que foram enfrentadas durante esse percurso, mas numa boa, eu não trocaria essa vida por nada, pois foi nela que conheci algumas das pessoas que mais amo, nela, aprendi a sonhar um sonho que, por mais que pareça utopia é plenamente realizável.
Mas nada de sonhar sozinho...
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